Notícia

 

04

Dez

2007

 

Questão 15 de História - UPE 2008 - Resolução da Questão 15 de História


Apesar da repressão e da censura, os anos dos governos militares pós-1964 não impediram o surgimento de movimentos culturais e artísticos, que trouxeram renovação e polêmica. É possível destacar nesse período

I II

0 0 a realização dos festivais de músicas nos quais apareceram artistas importantes para renovação da cultura da época.

1 1 - a organização do Movimento Armorial, preocupado, apenas, com o crescimento da chamada cultura popular.

2 2 - a existência de imprensa atuante e crítica, participante de jornais, como Movimento, Opinião e Pasquim.

3 3 - a produção de peças teatrais com linguagem renovadora, apresentando críticas contra a situação dominante.

4 4 - a afirmação musical de Roberto Carlos e seu grupo, apresentando novos ritmos e alcançando muito sucesso na TV.

Resposta

Brasil - Ditadura Militar - Aspectos Culturais
Para pensar o movimento cultural de esquerda a partir dos anos 60, foram tomados como referenciais os compositores mais conhecidos e politicamente influentes da recente música popular brasileira – quer pelo talento, quer pela presença freqüente nos meios de comunicação de massa e pela inserção privilegiada na chamada indústria cultural –, Chico Buarque e Caetano Veloso. Eles jamais foram militantes políticos, entretanto, suas trajetórias artísticas e políticas, até os dias de hoje, só podem ser compreendidas a partir das origens na cultura política brasileira dos anos 50 e 60, marcada pela luta contra o subdesenvolvimento nacional e pela constituição de uma identidade para o povo brasileiro.
Seria cabível tomar como parâmetro a obra e o pensamento de muitos outros artistas brasileiros, marcados pelo florescimento cultural dos anos 50 e 60, como: Glauber Rocha, Nelson Pereira dos Santos, José Celso Martinez Corrêa, Augusto Boal, Vianinha, Ferreira Gullar, Antonio Callado, Hélio Oiticica e dezenas de outros - inclusive alguns que tiveram militância direta em organizações de esquerda, como os artistas plásticos Sérgio Ferro e Carlos Zílio. É bom que se diga que nem todos os artistas do período eram engajados politicamente. Alguns até eram usados como garotos-propaganda da Ditadura.

(0-0) - Verdadeira - O festival era a grande oportunidade para que novos talentos pudessem “se vender”. Mas sua contribuição para a música foi bem maior. A TV, querendo ou não, virou a plataforma de lançamento da Tropicália, que jamais teria feito o barulho que fez se ficasse longe das câmeras.

(1-1) - Falsa - O Movimento Armorial, é uma iniciativa artística que tem como objetivo criar uma arte erudita a partir de elementos da cultura popular do Nordeste brasileiro. Um dos fundadores é o escritor Ariano Suassuna. Tal movimento procura orientar todas as formas de expressões artísticas: música, dança, literatura, artes plásticas, teatro, cinema, arquitetura, entre outras. Foi lançado oficialmente, no Recife, no dia 18 de outubro de 1970, com a realização de um concerto e uma exposição de artes plásticas realizados no Pátio de São Pedro, no centro da cidade.

(2-2) - Verdadeira - O jornal Movimento teve seu primeiro exemplar lançado no dia 7 de julho de 1975. Junto com o jornal Opinião e O Pasquim, foi um dos importantes orgãos de imprensa durante a ditadura militar. Reuniu diversos setores da intelectualidade brasileira, sendo um dos exemplos do que se chamava na época, imprensa alternativa e teve, como seu principal editor, o jornalista Raimundo Pereira. Entre seus principais colaboradores o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Duarte Pereira (jornalista da antiga revista Realidade e colaborador do jornal, na maior parte do tempo na clandestinidade), Perseu Abramo, Chico Buarque de Hollanda, Chico Pinto, Fernando Peixoto e Elifas Andreato.

(3-3) - Verdadeira - Independente de toda a sua pujança e liberdade, o teatro, como todas as outras expressões artísticas, sofreu um revés que visava tolher toda a sua capacidade criadora e motivadora: a censura. O teatro conheceu um esplendor que não resistiria à asfixia causada pela censura e pela repressão. Resultava do trabalho realizado, em especial, por dois grupos: o Oficina, em torno de seu diretor José Celso Martinez Corrêa (no exílio de 1974 a 1978), e o Arena, em torno de Augusto Boal (no exílio a partir de 1969), os quais se dedicaram a criar uma dramaturgia brasileira e uma nova formação do ator. Escreveram e encenaram com muito sucesso, durante vários anos, originando vocações, peças, espetáculos e revelações de ator. Extremamente engajados e, invocando Brecht como nome tutelar, vincariam a história do teatro no país. Ambos os grupos seriam dizimados pelo AI - 5, Ato Institucional que deflagrou o terror de Estado e exterminou aquilo que fora o mais importante ensaio de socialização da cultura jamais havido no país (Vasconcellos, 1987).

(4-4) - Verdadeira - A expressão “Jovem Guarda” começou a ser usada com a estréia do programa de auditório que tinha esse nome, na TV Record, em 1965. Foi comandado por Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa, que apresentavam ao público os principais artistas ligados ao movimento. O programa tornou-se popular e impulsionou o lançamento de roupas e acessórios. Entre os artistas do movimento destacaram-se Eduardo Araújo, Martinha, Ronnie Cord, Ronnie Von, Silvinha, Wanderley Cardoso, Jerry Adriani; e as bandas, Os Incríveis, Renato e Seus Blue Caps, Golden Boys e The Fevers. Entre os principais sucessos estão: "Festa de Arromba", "Garota Papo Firme", "Parei na Contramão" e "É Proibido Fumar". Mesmo criticado por fazer músicas desligadas da rede social e política do país, o movimento ainda possui público fiel até hoje.

Resposta: VFVVV

 

Comentários (1)

 
 

mara

 - 03/11/2016 às 17:16h

muito obrigado vcs mim ajudaram muito bjs