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 22 de Outubro de 2009

Há 3 anos o motivo é o 1º lugar.




 
 26 de Janeiro de 2009

Saiu o listão do vestibular SSA UPE 2009

confira

Clique aqui e baixe o listão do vestibular SSA UPE 2009


 
 26 de Janeiro de 2009

Saiu o Listão do SSA 2009

Faça a consulta do seu resultado

Confira aqui o resultado do SSA 2009.


 
 21 de Janeiro de 2009

3º Remanejamento Católica 2009

Saiu o listão dos remanejáveis.

Clique aqui e baixe o listão dos remanejados da Católica 2009.


 
 12 de Janeiro de 2009

Nas Federais o Motivo tem um resultado que faz a diferença

O Motivo confirma o sucesso


 
 12 de Janeiro de 2009

Remanejamento da Católica

1º Remanejamento

Clique aqui e confira o 1º remanejamento da UNICAP.


 
 7 de Janeiro de 2009

Mais uma vitória

4 aprovados no ITA



 
 30 de Dezembro de 2008

Saiu o listão da 2ª fase da COVEST 2009

Confira o listão

Clique aqui e baixe o listão da COVEST 2009.


 
 30 de Dezembro de 2008

Novamente o Motivo entre os 10 primeiros

Motivo entre os 10 primeiros - COVEST 2009

Camila Maria de Alencar Saraiva
Curso: Medicina
Nota: 9,0407


 
 22 de Dezembro de 2008

Vestibular Católica 2009.1

Gabarito do Vestibular da Católica 2009.1

Baixe aqui o listão da católica.

Baixe aqui a prova e o gabarito do vestibular da católica 2009.1.


 
 15 de Dezembro de 2008

Primeiro Lugar Geral da UPE é do Motivo.

Camilla Maria de Alencar Saraiva.


 
 15 de Dezembro de 2008

Listão da UPE 2009

Confira o listão.

Clique aqui e baixe o listão da UPE 2009.


 
 12 de Dezembro de 2008

Listão dos remanejáveis UPE 2009

Saiu o listão dos remanejáveis UPE

Clique aqui e baixe o listão dos remanejáves da UPE 2009.


 
 12 de Dezembro de 2008

Primeiro Lugar Geral da UPE 2009

Camilla Maria de Alencar Saraiva.

Parabéns Camilla Maria de Alencar Saraiva, primeiro lugar da UPE 2009.


 
 8 de Dezembro de 2008

Português - 2ª Fase COVEST 2009

Vídeos de questões comentadas

Veja os comentários dos professores do colégio motivo sobre as questões do segundo dia do vestibular da COVEST 2009.


 
 8 de Dezembro de 2008

Matemática e Gemoetria Gráfica - 2ª Fase COVEST 2009

Vídeos de questões comentadas

Veja os comentários dos professores do colégio motivo sobre as questões do segundo dia do vestibular da COVEST 2009.


 
 8 de Dezembro de 2008

Literatura - 2ª Fase COVEST 2009

Vídeos de questões comentadas

Veja os comentários dos professores do colégio motivo sobre as questões do segundo dia do vestibular da COVEST 2009.


 
 8 de Dezembro de 2008

Inglês - 2ª Fase COVEST 2009

Vídeos de questões comentadas

Veja os comentários dos professores do colégio motivo sobre as questões do segundo dia do vestibular da COVEST 2009.


 
 8 de Dezembro de 2008

Física - 2ª Fase COVEST 2009

Vídeos de questões comentadas

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 8 de Dezembro de 2008

Espanhol - 2ª Fase COVEST 2009

Vídeos de questões comentadas

Veja os comentários dos professores do colégio motivo sobre as questões do segundo dia do vestibular da COVEST 2009.


 
 8 de Dezembro de 2008

Geografia - 2ª Fase COVEST 2009

Vídeos de questões comentadas

Veja os comentários dos professores do colégio motivo sobre as questões do segundo dia do vestibular da COVEST 2009.


 
 8 de Dezembro de 2008

Prova de Física - 2ª Fase Covest 2009

Resolução da prova de Física

































 
 8 de Dezembro de 2008

Prova de Inglês - 2ª Fase Covest 2009

Resolução da Prova de Inglês

Comentário Geral

A prova de Língua Inglesa de 2a fase COVEST sempre é clara, objetiva e tem por objetivo primordial checar o nível de conhecimento do Fera em relação a compreensão e vocabulários inseridos nos textos. Este ano, a Banca elaboradora colocou 14 questões de compreensão e apenas duas de vocabulário. Uma dessas questões de vocabulário não foi muito bem elaborada e poderia confundir o Fera, a questão 09. No mais, uma prova bem elaborada, de quatro textos que poderiam parecer longos demais para os vestibulandos, mas que abordaram questões extremamente focadas e, muitas vezes, utilizando as mesmas palavras do texto.

TEXT I
INTRODUCTION
I have an engeneering problem.
While for the most part I’m in terrific physical shape, I have ten tumors in my liver and I have only a few months left to live.
I am a father of three young children, and married to the woman of my dreams. While I could easily feel sorry for myself, that wouldn’t do them, or me, any good.
So, how to spend my very limited time?
The obvious part is being with, and taking care of, my family. While I still can, I embrace every moment with them, and do the logistical things necessary to ease their path into a life without me.
The less obvious part is how to teach my children what I would have taught them over the next twenty years. They are too young now to have those conversations. All parents want to teach their children right from wrong, what we think is important, and how to deal with the challenges life will bring. We also want them to know some stories from our own lives, often as a way to teach them how to lead theirs. My desire to do that led me to give a “last lecture” at Carnegie Mellon University.
These lectures are routinely videotaped. I knew what I was doing that day. Under the ruse of giving an academic lecture, I was trying to put myself in a bottle that would one day wash up on the beach for my children. If I were a painter, I would have painted for them. If I were a musician, I would have composed music. But I am a lecturer. So I lectured.
I lectured about the joy of life, about how much I appreciated life, even with so little of my own left. I talked about
honesty, integrity, gratitude, and other things I hold dear. And I tried very hard not to be boring.
This book is a way for me to continue what I began on stage. Because time is precious, and I want to spend all that I can with my kids, I asked Jeffrey Zaslow for help.
Each day, I ride my bike around my neighborhood, getting exercise crucial for my health. On fifty-three long bike rides, I spoke to Jeff on my cell-phone headset. He then spent countless hours helping to turn my stories – I suppose we could call them fifty-three “lectures” – into the book that follows.
We knew right from the start: None of this is a replacement for a living parent. But engineering isn’t about perfect solutions; it’s about doing the best you can with limited resources. Both the lecture and this book are my attempts to do exactly that.
Pausch, Randy. The last lecture. Hyperion, New York. 2008.
206p.

Answer the following five questions according to TEXT I.

01. The author of the text says, ‘“…for the most part I’m in terrific physical shape”. That means that, for the most
part
0-0) he is physically very well.
1-1) he is physically terrible.
2-2) he has terrible problems in his body shape.
3-3) his body shape is very good.
4-4) his body shape horrifies him.
Resposta: VFFVF

Resolução:

O autor fala: “... I’m in terrific physical shape”. Pois bem, o vocábulo “terrific” pode parecer “terrível”, porém é exatamente o contrário, caracterizando-se, assim, um falso cognato. Portanto, as proposições que afirmam que a forma física dele é boa são verdadeiras e as que dizem que a forma é ruim, falsas.


02. Randy Pausch
0-0) rides his bicycle every day in order to exercise.
1-1) knows he is going to die eventually.
2-2) has very little time left to enjoy life.
3-3) married a beautiful woman in a dream he had.
4-4) is an engineer who has a problem.
Resposta: VVVFF

Resolução:

Esta questão pergunta fatos relacionados à vida do autor. A proposição (0 – 0) afirma que ele anda de bicicleta diariamente para se exercitar e o aluno identifica que isso é verdade no penúltimo parágrafo: “Each day, I ride my bike for my health”.
Já no segundo parágrafo, há a afirmação da proposição (1 – 1): “… I have only a few months to live”, e nesse mesmo trecho se encontra a veracidade da (2 – 2). Já as (3 – 3) e (4 – 4) são ambas falsas, pois ele se casou com a mulher de seus sonhos, e não em um sonho que teve: “... married to the woman of my dreams”. Além disso, o texto deixa claro que ele tem um problema de engenharia, e não que ele é engenheiro.


03. The author reckons his children
0-0) are not ready to understand what he wants to teach them yet.
1-1) have the maturity to cope with the problem their father is facing.
2-2) will not have a chance to learn from their father due to his death.
3-3) would rather watch TV instead of listening to his stories.
4-4) should have his company at all moments before his dies.
Resposta: VFFFV

Resolução:

Esta questão pondera o que o autor acha sobre a situação dos seus filhos em relação à morte iminente dele. O autor diz: “They are too young now to have those conversations”, o que torna a proposição (0 – 0) verdadeira e a (1 – 1) falsa. Do meio ao final do texto, ele nos diz que irá deixar um legado a todos e, principalmente, a seus filhos, portanto a (2 – 2) é falsa. Já a (3 – 3) é pura extrapolação, portanto falsa. Quando ele diz: “Because time is precious, and I want to spend all that I can with my kids…”, faz a (4 – 4) verdadeira.


04. Randy decided to give a lecture in order to be able to
0-0) make money to take his children to the beach.
1-1) make money to buy bottles of soda at the beach.
2-2) help his kids with important lessons in the future.
3-3) teach them about values he considers priceless.
4-4) to make money to take a course in painting.
Resposta: FFVVF

Resolução:

Sobre a decisão do autor em dar palestras, em nenhum momento ele argumenta sobre essas como fonte de renda, portanto estão falsas as proposições (0 – 0), (1 – 1) e (4 – 4), mas o que ele deixa claro é a intenção de compartilhar valores, o que implica dizer que (2 – 2) e (3 – 3) são verdadeiras.


05. Randy Pausch’s message is one of
0-0) pessimism
1-1) optimism
2-2) fear
3-3) faith
4-4) hope
Resposta: FVFVV

Resolução:

Questão de pura interpretação da idéia geral do texto, que mostra que as mensagens do autor são de otimismo, fé e esperança.
Então essas seriam verdadeiras e as que tratavam de medo e pessimismo, falsas.


TEXT II
“Languages matter!”
The year 2008 has been proclaimed International Year of Languages by the United Nations General Assembly.
UNESCO, which has been entrusted with the task of coordinating activities for the Year, is determined to fulfill its role as lead agency.
The Organization is fully aware of the crucial importance of languages when seen against the many challenges that humanity will have to face over the next few decades.
Languages are indeed essential to the identity of groups and individuals and to their peaceful coexistence. They constitute a strategic factor of progress towards sustainable development and a harmonious relationship between the global and the local context.
They are of utmost importance in achieving the six goals of education for all (EFA) and the Millennium Development Goals (MDGs) on which the United Nations agreed in 2000. As factors of social integration, languages effectively play a strategic role in the eradication of extreme poverty and hunger; as supports for literacy, learning and life skills, they are essential to achieving universal primary education; the combat against HIV/AIDS, malaria and other diseases must be waged in the languages of the populations concerned if they are to be reached; and the safeguarding of local and indigenous knowledge and know-how with a view to ensuring environmental sustainability is intrinsically linked to local and indigenous languages.
Moreover, cultural diversity is closely linked to linguistic diversity, as indicated in the UNESCO Universal Declaration on Cultural Diversity and its action plan (2001), the Convention for the Safeguarding of the Intangible Cultural Heritage and the Convention on the Protection and Promotion of the Diversity of Cultural Expressions (2005).
However, within the space of a few generations, more than 50% of the 7,000 languages spoken in the world may disappear. Less than a quarter of those languages are currently used in schools and in cyberspace, and most are used only sporadically.
Thousands of languages – though mastered by those populations for whom it is the daily means of expression – are absent from education systems, the media, publishing and the public domain in general.
We must act now as a matter of urgency. How? By encouraging and developing language policies that enable each linguistic community to use its first language, or mother tongue, as widely and as often as possible, including in education, while also mastering a national or regional language and an international language. Also by encouraging speakers of a dominant language to master another national or regional language and one or two international languages. Only if multilingualism is fully accepted can all languages find their place in our globalized world.
Our common goal is to ensure that the importance of linguistic diversity and multilingualism in educational, administrative and legal systems, cultural expressions and the media, cyberspace and trade, is recognized at the national, regional and international levels. The International Year of Languages 2008 will provide a unique opportunity to make decisive progress towards achieving these goals.

Koïchiro Matsuura Disponível em:
DO_TOPIC&URL_SECTION=201.html> Acessado em 2 de setembro de 2008

06. The United Nations acknowledges that languages
0-0) are essential to the identity of individuals and groups and also to their peaceful coexistence.
1-1) are a strategic factor for the promotion of sustainable development in different countries.
2-2) are supports for education and the fight against HIV/AIDS and malaria.
3-3) have a strategic role in consolidating extreme poverty and hunger all over the world.
4-4) are an important instrument for the promotion of peace and peoples’ self identity.
Resposta: VVVFV

Resolução:

Questão sobre o que a autora diz ou deixa subentendido no poema: que ela não é bonita (“I’m not cute”), que ela é fenomenal (“I’m a woman phenomenally”), que ela é educada (“I don’t shout or jump about”), que ela não é submissa (“now you understand just why my head’s not bowed”) e, finalmente, que ela não veste número de manequim (“ I’m not ... built to suit a fashion model’s size”).


07. The text asserts that
0-0) approximately 25% of all existing languages are spoken in schools with cyberspace.
1-1) cultural diversity and linguistic diversity have far from close a relationship.
2-2) more than half the languages there exist will possibly disappear in the future.
3-3) most languages spoken in schools and in cyberspace are used frequently.
4-4) there are 7.000 languages spoken in the world today.
Resposta: FFVFV

Resolução:

0-0) O texto fala “menos de 25% das línguas”, até este ponto podemos concordar com a proposição, mas quando ela termina falando em escolas com espaços virtuais, isso extrapola o texto, pois o mesmo faz menção a escola e espaços virtuais (“... schools and in cyberspaces...”)
1-1) Diversidade cultural e lingüística têm muito em comum, e não o contrário. Isso é visto no 4º parágrafo, logo nas duas primeiras linhas.
2-2) As três primeiras linhas do 5º parágrafo dizem exatamente isso: “... more than 50% of the 7,000 languages ... disappear.”
3-3) O texto afirma justamente o contrário: “... most are used only sporadically.”
4-4) Esta idéia é encontrada nas três primeiras linhas do 5º parágrafo.


08. The United Nations call for action in favor of multilingualism and linguistic diversity. This can be achieved by
0-0) enabling the police to speak more than one language in order to help different communities.
1-1) creating the proper environment for mother languages to be spoken often and pervasively.
2-2) encouraging people to learn a dominant language in place of a regional or a national one.
3-3) hiring regional and national masters of languages to teach their first language abroad.
4-4) promoting policies which consolidate the far reaching use of 1st languages by their communities.
Resposta: FVFFV

Resolução:

0-0) O texto em nenhum momento fala em POLÍCIA , e sim em POLICIES = políticas.
1-1) Esta é a idéia central de todo o texto.
2-2) Não se fala, no texto, que se deve aprender uma língua importante em vez de uma língua local ou nacional.
3-3) Não se menciona no texto a contratação de professores para ensinarem línguas maternas no exterior.
4-4) Encontramos no penúltimo parágrafo esta idéia: “ We must act ... its first language...”.


09. The word unique in the last sentence of the text means
0-0) great
1-1) different
2-2) super
3-3) unparalleled
4-4) singular
Resposta: FFFVV

Resolução:

Para a equipe MOTIVO esta questão está mal elaborada, pois se consideramos a palavra UNIQUE de forma isolada, veremos os significados (3-3) e (4-4), como está no gabarito oficial. Mas, se olharmos com mais atenção para o enunciado, vemos que a Banca requisitou do candidato a palavra no contexto, e não isolada. A sentença: “The International Year... The goal.”, a última do texto, diz que: o ano internacional das línguas, 2008, terá uma grande / super / inigualável / ímpar oportunidade de fazer progressos decisivos em direção a atingir esses objetivos”.
Por conta disso, discordamos da Banca e pedimos que ela mude o gabarito para: VFVVV.


TEXT III
COPYRIGHT THEFT.
It's a myth that buying fake DVDs or downloading illegal content is a victimless crime. The most obvious concern may be the poor sound and picture quality or that the film stops before the end leaving you hanging. But scratch the surface and you'll find the damage caused by fake DVDs affects a wide range of people.
Copyright theft is a big issue - for the consumer, for the film and TV industries and for communities. For legitimate business, the distributors and high street retailers who sell or rent DVDs, counterfeiting has a significant impact on profits. At present, 15% of the value of legitimate sales is lost to the problem. It doesn't just affect big businesses;
these losses have a serious negative impact on the 200,500 people employed in the industry in the UK, contributing to rental and retail store closures, loss of jobs and threatening future investment.




Answer the following four questions according to TEXT III.
10. Piracy as concerns fake DVDs and illegal content downloading is a crime
0-0) with many victims.
1-1) that affects both employers and employees.
2-2) that only affects poor sound and picture quality.
3-3) with less victims than other forms of piracy.
4-4) with no victims.
Resposta: VVFFF

Resolução:

Essa questão, do texto III, pondera sobre o teor criminoso de se fazer DVD’s pirateados e a troca de materiais pela Internet.
O texto afirma e enfatiza que a situação não deve ser levada na brincadeira, pois as vítimas são muitas, e o tema afeta tanto empregadores quanto empregados. Portanto, as proposições (0 – 0) e (1 – 1) são verdadeiras e as demais, falsas.


11. Copyright theft affects
0-0) very few people altogether.
1-1) the jobs of people who work legally.
2-2) the profits of counterfeiters.
3-3) retailers, distributors and legal sellers.
4-4) criminals’ education and health.
Resposta: FVFVF

Resolução:

Já abordado na questão anterior, o tema questiona o que o roubo de direitos autorais acarreta. A questão tem vocábulos específicos, portanto um pouco mais complexa. A proposição (0 – 0), que diz que afeta pouca gente, já foi desmentida na questão anterior. Quando o autor diz “... for legitimate business”, fica claro que afeta o trabalho de quem atua legalmente, (1 – 1) verdadeira. A proposição (2 – 2) apresenta o vocábulo “conterfeiters” e “profit”, respectivamente, “falsificadores” e “lucro”, portanto proposição falsa, pois ao contrário, eles se beneficiam. A (3 – 3) afirma que afeta os “retailers”, “varejistas”, distribuidores e vendedores legais, portanto verdadeira. Além disso, o texto deixa claro que, em geral, a saúde e a educação dos cidadãos são afetadas, e não as dos criminosos.


12. DVD piracy profits are estimated at
0-0) £ 1.4 million
1-1) £ 1.5 million
2-2) £ 169 million
3-3) £ 460 million
4-4) £ 100 million
Resposta: FFVFF

Resolução:

Questão não-usual de uma prova de 2ª fase, pois é a leitura direta de um dado, no caso, o lucro dos DVD’s piratas. Portanto, só há uma proposição verdadeira: a (2 – 2).


13. According to the text it is right to state that
0-0) pirate DVDs normally have excellent sound and image.
1-1) more than one million fake DVDs have been seized.
2-2) there have been counterfeiters punished by law.
3-3) film and TV industry have benefited from counterfeit.
4-4) both big and small businesses are affected by copyright theft.
Resposta: FVVFV

Resolução:

No primeiro parágrafo é dito: “... The poor sound and picture quality...” . Portanto, a proposição (0 – 0) é falsa, pois afirma exatamente o contrário. Há um dado que mostra o seguinte: “fake DVD’s seized by fact: 1.5 milion”, então, a (1 – 1) é verdadeira. No último dado do texto, mostra-se que houve punição a alguns falsificadores, portanto (2 – 2) é verdadeira. Já a (3 – 3) é falsa, pois nem a indústria de filmes, nem a TV têm se beneficiado com a pirataria. E, já abordado, nas questões anteriores: negócios grandes e pequenos são afetados pela pirataria, (4 – 4) verdadeira.


TEXT IV
Phenomenal Woman
Pretty women wonder where my secret lies.
I'm not cute or built to suit a fashion model's size
But when I start to tell them,
They think I'm telling lies.
I say,
It's in the reach of my arms
The span of my hips,
The stride of my step,
The curl of my lips.
I'm a woman
Phenomenally.
Phenomenal woman,
That's me.
I walk into a room
Just as cool as you please,
And to a man,
The fellows stand or
Fall down on their knees.
Then they swarm around me,
A hive of honey bees.
I say,
It's the fire in my eyes,
And the flash of my teeth,
The swing in my waist,
And the joy in my feet.
I'm a woman
Phenomenally.
Phenomenal woman,
That's me.
Men themselves have wondered
What they see in me.
They try so much
But they can't touch
My inner mystery.
When I try to show them
They say they still can't see.
I say,
It's in the arch of my back,
The sun of my smile,
The ride of my breasts,
The grace of my style.
I'm a woman
Phenomenally.
Phenomenal woman,
That's me
Now you understand
Just why my head's not bowed.
I don't shout or jump about
Or have to talk real loud.
When you see me passing
It ought to make you proud.
I say,
It's in the click of my heels,
The bend of my hair,
the palm of my hand,
The need of my care,
'Cause I'm a woman
Phenomenally.
Phenomenal woman,
That's me.
Maya Angelou

Answer the following three questions according to TEXT IV.

14. Maya Angelou is giving a description of
0-0) pretty women
1-1) bees
2-2) men
3-3) herself
4-4) her own
Resposta: FFFVV

Resolução:

Interpretação de um poema, também algo não-usual da prova de segunda fase. A questão pergunta a idéia geral, quando questiona o que a autora está descrevendo, que, no caso, é ela mesma, portanto as proposições verdadeiras são apenas as (3 – 3) e (4 – 4).


15. For the poet
0-0) her secret in not in her appearance.
1-1) pretty women know why she is a phenomenal woman.
2-2) pretty women take her for a liar when she reveals her secrets.
3-3) not even men know about her inner secrets of success.
4-4) women and men are all the same.
Resposta: VFVVF

Resolução:

Para o poeta: seu segredo não vem de sua aparência “I’m not cute...”, (0 – 0) falsa. As mulheres bonitas também não entendem: “ Pretty women wonder where my secret lies”: (1 – 1) é falsa. Mulheres bonitas acham que ela mente: “They think I’m telling lies”: (2 – 2), portanto, verdadeira. Os homens não sabem os segredos também : “Men themselves have wondered”: (3 – 3) verdadeira. E, em nenhum momento, a autora deixa a entender que ela considera homens e mulheres iguais,
portanto (4 – 4) falsa.


16.
16. Angelou says'
0-0) she’s lean and pretty.
1-1) she’s a phenomenal woman.
2-2) she’s a polite woman.
3-3) she’s not submissive.
4-4) she wears fashion models’ size.
Resposta: FVVVF

Resolução:

Questão sobre o que a autora diz ou deixa subentendido no poema: que ela não é bonita (“I’m not cute”), que ela é fenomenal (“I’m a woman phenomenally”), que ela é educada (“I don’t shout or jump about”), que ela não é submissa (“now you understand just why my head’s not bowed”) e, finalmente, que ela não veste número de manequim (“ I’m not ... built to suit afashion model’s size”).


 
 8 de Dezembro de 2008

Prova de Geometria Gráfica - 2ª Fase Covest 2009

Resolução da prova de Geometria Gráfica

































 
 8 de Dezembro de 2008

Prova de Espanhol 2ª Fase - Covest 2009

Resolução da prova de Espanhol

Lingua Estrangeira: ESPANHOL
Professores: Rogério Machado e Rúbia Andrade.

De igual modo em relação ao formato do ano passado, o exame de língua espanhola da 2ª fase da Covest apresentou aos candidatos dois textos. O primeiro, de título “Cronistas de Índias” é uma exposição descritiva e argumentativa sobre o valor dos relatos dos cronistas espanhóis na colonização da América, apresentando a importância de unir a criação lingüística a elementos variados, como: a antropologia, a história, a literatura, etc. O segundo, com o título “Crónica de Muerte Anunciada” – expressão retirada de um livro do colombiano Gabriel García Márquez —, relatava uma análise técnica que denuncia determinadas práticas, por parte de entidades financeiras e de clientes, que resultaram na quebra da bolsa de valores americana. São temas que exigiram uma maior concentração e habilidade interpretativa por parte dos Feras. A prova trouxe um número reduzido de questões gramaticais, dando ênfase, em sua maior parte, ao caráter interpretativo, seja por meio de questões relacionadas ao texto ou ao léxico. Desse modo, o Fera foi avaliado por seu esforço e trabalho contínuos no que se refere à leitura e ao conhecimento de mundo. Mais uma vez, a banca de espanhol premia, por meio de uma prova muito bem elaborada, o bom aluno de espanhol.

A questão abaixo ilustra a mescla de estrutura sintática e capacidade de interpretação, exigindo do aluno, além do conhecimento gramatical (das conjunções “sino”, do advérbio “apenas”, entre outras), uma compreensão coerente para a utilização dos elementos mencionados.

QUESTÃO 13
Considere el siguiente fragmento extraído del primer párrafo del texto: “Aroma que desprenden compañías que no son ya sino cadáveres”. Con referencia al segmento que aparece destacado, y manteniendo siempre el mismo sentido que el original, puede ser sustituido por:

0-0) que ya no son sino cadáveres.
1-1) que ya son tan sólo cadáveres.
2-2) pero que ya no son cadáveres.
3-3) que no son ya otra cosa que cadáveres.
4-4) que apenas no son ya cadáveres.

Gabarito: VVFVF


Justificativa:

A estrutura sintática que contém uma dupla negação “no ... sino” significa giro culto para expressar a afirmação de algo. Portanto, quando no texto se diz que “no sonya sino cadávares”, referido às “compañías”, significa que “as firmas, as empresas já foram, faliram, são, metaforicamente falando, cadáveres”, isto é, afirma-se que as empresas SÃO (no momento atual, “já”) cadáveres.
Portanto, a opção 2-2 é falsa, porque expressa justamente o contrário, entanto que na opção 4-4, também incorreta, usa-se a forma espanhola “apenas” que, a diferença do português, não significa “somente”, senão que possui um valor de aproximação, próximo de “quase” em português. As restantes opções estão corretas, pois oferecem opções estilísticas diversas para expressar o sentido original da expressão que aparece no texto.


ESPANHOL
CRONISTAS DE INDIAS
Las Crónicas de Indias son un mundo misceláneo en el que se funden, y confunden, muchas cosas. Si lo que se pretende es hacer historia, lógicamente, los documentos serán distintos de los que utiliza el lingüista o el botánico. Pero nadie podrá desentenderse del quehacer ajeno. Cartas y autobiografías, historias naturales o morales, apologías y relaciones, poemas épicos y descripciones, catecismos y diccionarios, todo puede servir y todo puede ser útil. Habitualmente, incluso para los monumentos más cuidados, parece contar sólo el quehacer del historiador o, cuando más, del historiador literario. Pero un historiador literario que aplicara al Nuevo Mundo unos valores que fueran idénticos a los de la remota España. Tal vez así nos quedemos siempre en algo externo. Nosotros, en este momento, en las páginas que siguen, pretendemos otra cosa: hacer filología. Unir lengua, literatura y, a veces, historia y antropología. Todo anda junto porque nada nació con testigos y mojones ahitados. Y resulta imprescindible para entender todo esto el testimonio de la lingüística. Porque, una vez más, la lengua es proyección fiel de la cultura, y aquellos cronistas que narraban una nueva realidad tenían que aprehenderla con la palabra, con lo que viene a resultar que la heterogeneidad de los testimonios tiene por denominador común un triple proceso de creación lingüística: en la adaptación del español; en la adopción de americanismos o hispanismos, según sea el punto de mira; en las nuevas creaciones. Crónicas en las que toda información va a estar condicionando, y condicionada, por ese espejo que es la lengua. Y, queriendo o no, habremos hecho también historia de la lengua en días en los que el hombre, inerme ante la inmensidad de la naturaleza, acrecentaba la capacidad expresiva de su instrumento lingüístico. Con lo que será falso aquel testimonio del padre Gumilla, por más que lo expresara bellamente, según el cual los españoles caminaban “desnudos hasta de la lengua castellana, que, por el largo tiempo entre los gentiles, se les había ido de la memoria”.
(Manuel Alvar. La lengua como libertad, p.249).

01. Una vez leído el texto en su totalidad, podemos afirmar que el contenido que en él se expresa es
0-0) el testimonio del padre Gumilla sobre la actuación de los españoles en la colonización de América.
1-1) la opinión favorable de su autor, Manuel Alvar, acerca de una consideración exclusivamente histórica de las Crónicas de Indias.
2-2) una exposición descriptivo-argumentativa acerca del valor que encierran los testimonios de los Cronistas de Indias.
3-3) una visión favorable a considerar como testimonio histórico fundamental los catecismos y diccionarios confeccionados en aquella época.
4-4) una detenida argumentación que explica que, para la lingüística, sólo deben considerarse los testimonios literarios, y no los otros tipos de documentos.

Resposta: FFVFF
Justificativa:
0-0) Falso. A alusão aos testemunhos do padre Gumilla apenas constitui uma referência do autor no final do texto, não se tratando, portanto, do assunto fundamental desenvolvido ao longo do texto.
1-1) Falso. Mesmo se, no início, Alvar aponta que especialistas de distintas disciplinas precisarão de documentos específicos para seus objetivos, imediatamente afirma que ninguém pode se desentender do trabalho alheio: tudo pode ser útil.
2-2) Verdadeiro. No texto, o professor Alvar descreve os diferentes gêneros que foram cultivados pelos primeiros colonizadores e argumenta em favor da valorização de ditos testemunhos para a pesquisa em diversos âmbitos do saber: história, lingüística, antropologia, botânica etc.
3-3) Falso. O que realmente diz o autor é que todos os gêneros conservados são válidos para um estudo global, que ele, depois vem identificar com a filologia. Nada se fala no texto de uma valorização exclusivamente histórica dos testemunhos, independentemente da sua índole.
4-4) Falso. Como já foi dito, mesmo se cada âmbito do saber, no caso, a lingüística tem seus próprios objetivos, advoga-se por uma análise de todas as tipologias textuais, também no campo lingüístico.


02. Considere, a continuación, el siguiente fragmento:
“Todo anda junto porque nada nació con testigos y mojones ahitados”. Con respecto a esta expresión, así como a los elementos que en ella aparecen, es correcto afirmar que:
0-0) el sentido que encierra la expresión es que no siempre las personas nacen en presencia de otros testigos.
1-1) la palabra testigo, en ese contexto, significa: persona que da testimonio de algo o lo atestigua.
2-2) el sentido de la primera parte de dicha expresión indica que todos deberíamos ayudarnos mutuamente.
3-3) en esta expresión, las palabras “testigo” y “mojón” son sinónimas.
4-4) “ahitado” significa: harto, que ha comido hasta sentirse mal.

Resposta: FFFVF
Justificativa:
O sentido que tem a expressão é que as coisas estão relacionadas umas com as outras, que nada existe que esteja completamente delimitado ou isolado. Nesse sentido, a palavra “testigo” não é usada na sua acepção mais comum de pessoa que apresenta um testemunho sobre algo que presenciou, senão que aqui se refere a um tipo de sinal situado num determinado lugar para demarcálo.
Já a forma “ahitado”, não se refere ao adjetivo “ahíto” (“harto” por ter ingerido muita quantidade de comida), senão que se trata de uma palavra derivada do substantivo “hito” (“poste de pedra que demarca as limites de um terreno”). Nesse sentido, portanto:
0-0) Falso. Porque o sentido da expressão não está relacionado com a presença ou não de testemunhas no nascimento de alguém.
1-1) Falso. Porque, pelo que já foi dito, aqui “testigo” não significa “testemunha”.
2-2) Falso. Porque o sentido da primeira parte da expressão é que todas as coisas estão relacionadas entre si.
3-3) Verdadeiro. Porque, pelo já dito, “testigo” é um sinal que demarca um determinado local e “mojón” é uma sorte de baliza, que marca o limite de algo.
4-4) Falso. “Ahitado” é palavra derivada de “hito”, e significa então “isolado”, “delimitado”.

03. Según las palabras del autor del texto, Manuel Alvar, la lengua, considerada tanto en un sentido general (idioma), como particular (castellano):
0-0) no forma parte de la filología; se trata de una disciplina que no mantiene relaciones con ninguna otra.
1-1) constituye una proyección fiel de la cultura a la que se encuentra ligada.
2-2) sirvió como instrumento eficaz para que los cronistas expresasen la nueva realidad.
3-3) llegó a olvidárseles a los primeros colonizadores, debido al largo tiempo que pasaron en aquellas tierras.
4-4) adoptó americanismos en la época colonial.

Resposta: FVVFV
Justificativa:
0-0) Falso. Ao contrário, o autor afirma que sua intenção consiste em fazer filologia: ligar língua, literatura e, às vezes, história e antropologia.
1-1) Verdadeiro. Com efeito, o autor afirma numa passagem do texto: “a língua é projeção fiel da cultura”.
2-2) Verdadeiro. É o que afirma o autor quando diz que “aqueles cronistas que narravam a nova realidade tinham que apreendê-la com a palavra”.
3-3) Falso. O autor diz ser falsa a afirmação do padre Gunilla, que afirmava que, naquela época, os espanhóis caminhavam nus até da própria língua castelhana.
4-4) Verdadeiro. Com efeito, num trecho do texto, o professor Alvar fala da adoção de americanismos na adaptação do espanhol à nova realidade.


04. El proceso de creación lingüística del que se habla en el texto:
0-0) está referido a la adaptación de la lengua española a la nueva realidad de la que tiene que dar cuenta.
1-1) está relacionado sólo con la influencia que el español tuvo sobre las lenguas vernáculas.
2-2) está relacionado con la adopción de americanismos que se referían a realidades específicas autóctonas.
3-3) nada tiene que ver con la información recogida en las Crónicas.
4-4) no es aceptado por todos los estudiosos; depende de la opinión de cada uno de ellos.

Resposta: VFVFF
Justificativa:
0-0) Verdadeiro. É o que diz o autor quando fala da “adaptação do espanhol”.
1-1) Falso. Porque não é o único aspecto relacionado com o processo. Nesse sentido, fala-se, dentre outros, da adoção de americanismos e hispanismos.
2-2) Verdadeiro. É o que se diz no texto quando se fala da adoção de americanismos (por parte da língua espanhola).
3-3) Falso. O autor afirma taxativamente que toda a informação que aparece nas Crônicas é condicionada pelo espelho da língua.
4-4) Falso. Quando no texto se usa a expressão “segundo o ponto de vista”, o que quer dizer o autor é que os termos “americanismo” ou “hispanismo”, quando aplicados à língua, dependem da perspectiva de quem fala: se indígena, falará de hispanismos na sua língua vernácula; se colonizador, de americanismos no espanhol. Nada se diz a respeito da possível negação do próprio processo de criatividade lingüística.

05. En diversos pasajes del texto aparecen, entre otras, las siguientes formas verbales: (se) funden, puede, servir, anda. Indique si son correctas o incorrectas cada una de las siguientes series verbales.
0-0) fundieron – podemos – sirvan – andase
1-1) fondan – podimos – sirvieron – andará
2-2) fundaran – pudo – servimos - andaríamos
3-3) fundasen – podrán – servimos – andara
4-4) fundó – podía – servirá – andará

Resposta: FFFFF
Justificativa:
0-0) Falso. A forma verbal errada é “andase”. Em espanhol, frente ao português, o verbo “andar” é irregular. Nesse tempo, a forma correta é “anduviese”.
1-1) Falso. Nessa série, há duas formas verbais incorretas: “fondan” (correta, “fundan”) e podimos (correta,”pudimos”).
2-2) Falso. A forma incorreta é “fundaran”, porque estamos conjugando o verbo “fundir” ou “fundirse” (pronominal), não o verbo “fundar”. Então, para o verbo “fundir” a forma correta seria “fundieran”.
3-3) Falso. Aqui temos duas formas incorretas. Primeiro, “fundasen” que, pelo já dito, deveria ser “fundiesen”; depois, “andara”, como verbo irregular, exige em espanhol a forma “anduviera”.
4-4) Falso. A forma incorreta, mais uma vez, é a que se corresponde com o verbo “fundir”. Onde diz “fundó” deveria dizer “fundió”.


06. En las primeras líneas del texto aparece el siguiente fragmento: “Pero nadie podrá desentenderse del quehacer ajeno”. El sentido que la palabra subrayada adquiere en ese contexto es:
0-0) actividades.
1-1) labores.
2-2) trabajos.
3-3) obras.
4-4) obligaciones.

Resposta: VVVVF
Justificativa:
Em termos gerais, “quehacer” (português, “afazer”) significa “trabalho ou atividade realizada por uma pessoa”. Tomando em conta essa definição, podese dizer:
0-0) Verdadeiro.
1-1) Verdadeiro. “Labor”, aqui, no sentido de qualquer tipo de trabalho em geral
2-2) Verdadeiro.
3-3) Verdadeiro. Porque, no contexto em que aparece inserida, a palavra “quehacer” está referida a diversas tipologias de textos (autobiografias, catecismos, crônicas, cartas, etc.) que podem responder de forma geral ao conceito da palavra “obra”.
4-4) Falso. No sentido no qual é usado no texto, carece do valor de “obrigação”.


07. Al comienzo del texto aparece el siguiente
fragmento: “Habitualmente, incluso para los monumentos más cuidados, parece contar sólo el quehacer del historiador o, cuando más, del historiador literario. Manteniendo el mismo sentido de la frase, podemos sustituir el segmento subrayado por:
0-0) en el mejor de los casos.
1-1) como máximo.
2-2) al mínimo.
3-3) cuanto más.
4-4) como mucho.

Resposta: VVFFV
Justificativa:
A expressão “cuando más” tem um valor restritivo em espanhol e expressa o limite virtual dessa restrição. Portanto, nesse sentido:
0-0) Verdadeiro.
1-1) Verdadeiro.
2-2) Falso. Nem sequer a expressão está correta em espanhol. Aliás, não expressa o sentido que já foi explicado.
3-3) Falso. A expressão “cuanto más” é usada em espanhol para contrapor, ao que já foi dito, o que vai se dizer a seguir.
4-4) Verdadeiro.


08. En las últimas líneas del texto puede leerse: “los españoles caminaban desnudos hasta de la lengua castellana, que, por el largo tiempo entre los gentiles, se les había ido de la memoria”. Con relación a las tres formas que aparecen subrayadas, podemos afirmar que:
0-0) la forma que se refiere a “los españoles”.
1-1) la forma se se refiere a “la lengua castellana”.
2-2) la forma les se refiere a “los españoles”.
3-3) la forma que podría sustituirse por “la cual”.
4-4) sería también correcta la construcción “se había ido de la memoria de ellos”.

Resposta: FFVVF
Justificativa:
0-0) Falso. Aqui, a forma “que” se refere a “lengua castellana”
1-1) Falso. “Se” é o pronome diretamente ligado ao verbo “irse” (pronominal), no caso: “se había ido” (mais-que-perfeito do verbo “irse”.
2-2) Verdadeiro. É a forma correspondente ao pronome pessoal de terceira pessoa plural para objeto indireto, pois “irse” é um verbo intransitivo.
3-3) Verdadeiro. O contexto no qual aparece “que”, admite, em espanhol, a forma “la cual”, pois está fazendo referência, como já foi dito, a “lengua castellana”.
4-4) Falso. O espanhol exige o pronome diante da forma verbal conjugada e, ainda, sempre exige a substituição.
Portanto, não está correta a expressão que aparece na opção 4-4.


CRÓNICA DE UNA MUERTE ANUNCIADA

La bolsa española empieza a despedir un olor a muerto que mata. Aroma que desprenden compañías que no son ya sino cadáveres andantes que avanzan fatigosos hacia una suerte final que cada vez tiene menos de incierta y más de deprimente. Se habla mucho de las carteras inmobiliarias que empiezan a acumular los bancos, resultado de adjudicaciones forzosas o ejecuciones encubiertas. Veremos a ver si no renacen las corporaciones industriales que murieron allá por mediados de los 90. El círculo vicioso en el que han entrado algunas firmas tiene, en el entorno actual, difícil ruptura, por no decir imposible, salvo refinanciación milagrosa. Creyéndose las más en el pasado, serán las menos en el futuro. Descansarán en paz, no lo duden, bajo una losa que diga “aquí yacen los frutos de una ambición desmedida que no supo medir sus riesgos”. Muchos de sus accionistas las acompañarán en su trayecto. No sólo en el sentimiento. Y todos, de un modo u otro, pagaremos las consecuencias. Al tiempo. Se trató de una dinámica recurrente en los años dorados. Engorde de la sociedad mediante la compra de activos sobrevalorados a través del uso de una financiación prácticamente regalada en cuanto a los diferenciales y garantías. Casi gratis. O al menos eso parecía mientras el viento soplaba a favor. Pequeño detalle, olvidar que la base, el tipo de interés, fluctúa, y el valor de la garantía — sorpresa, sorpresa —, también. En fin. No es un matiz menor. El cálculo de la capacidad de pago estaba sujeto a ese doble condicionante: tipos bajos y revalorización futura del aval que permitiría, por una parte, ir refinanciando la adquisición o, por otra, proceder a su enajenación con sustanciosas plusvalías. El nuevo paradigma, que ellas mismas con sus actuaciones ayudaban a construir, les invitaba a creerse que la rueda continuaría girando eternamente. Pero no. Se cierra el grifo y el banco que era amigo se convierte, de repente, en un extraño que no atiende a razones. ¡Con la pasta que te he hecho ganar, piensa la sociedad! ¡Con la pasta que puedo perder, concluye el banco! Y se desencadena el desastre, acentuado por la dilatación temporal de una crisis que tiene pocos visos de remitir en breve. O cumples lo pactado o te ejecuto financieramente hablando. Las entidades financieras se merecen, sin duda, el párrafo final. Ya saben cómo afina el saber popular: cuando debes mil euros al banco, tienes un problema; si lo que debes es un millón, el problema es del banco. Y si son muchos millones los que le deben, ni te cuento. Pues bien, gran parte de lo que se viene encima de la banca se lo ha ganado a pulso. Cuando se comete un delito pueden distinguirse hasta tres figuras, desde el punto de vista penal: la del autor, la del instigador que anima y la del cómplice que ayuda u oculta. Bien. Los bancos han participado de las tres figuras delictivas de un modo u otro y es lógico que sufran también su condena. Su actuación ha sido irresponsable al alentar operaciones inciertas, financiar fondos de comercio absurdos que ahora valen entre cero y nada, obviar las más elementales medidas de control de riesgo en cuantía, concentración y capacidad de repago y, sobre todo, olvidar todos el carácter cíclico del crédito, el negocio y la economía, se diga lo que se diga. En cualquier caso, el problema, como todos ustedes ya saben de sobra y sufren en sus propias carnes, es que cuando la banca estornuda, la economía real se constipa. Y de qué modo. En esas estamos ahora. (S. McCoy, El Confidencial, 23/10/2008).

09. El tema fundamental que se trata en el texto podría expresarse de la siguiente forma:
0-0) una crítica al conjunto de la sociedad por gastar más de lo que debe y provocar, de forma directa o indirecta, la crisis económica.
1-1) una exposición detallada de los diferentes tipos de activos financieros que se encuentran en una situación delicada por la crisis económica mundial.
2-2) un análisis crítico de los principales motivos y actores que han provocado la crisis financiera mundial.
3-3) una defensa del consumidor ante las entidades bancarias que, a veces, imponen unas condiciones leoninas a sus clientes.
4-4) un análisis técnico que denuncia determinadas prácticas de alto riesgo por parte de entidades financieras y clientes.

Resposta: FFVFV
Justificativa:
0-0) Falso. O texto não critica a sociedade pelo fato de gastar acima das suas possibilidades. Mesmo admitindo que os níveis de endividamento são elevados, o texto focaliza as práticas ligadas à chamada “engenharia financeira” como principal causa da atual crise.
1-1) Falso. O teor do texto não é apenas uma simples descrição das características dos diferentes produtos financeiros, mas o fundamental nele é, primeiro, a visão analítica, e crítica, depois, os ditos produtos.
2-2) Verdadeiro. O autor tenta analisar de forma crítica os atores e as causas que provocaram a crise financeira atual.
3-3) Falso. Não se trata desse assunto ao longo do texto. Ao contrário, quando são consideradas as nefastas conseqüências que acarretam, para quem os contratou, determinados investimentos não seguros, o autor afirma que o investidor deveria ter pensado antes nessa possibilidade: essas são as regras do jogo.
4-4) Verdadeiro. A opção concorda com o que já foi
dito a propósito do assunto desenvolvido ao
longo do texto.


10. Entre las diversas causas a las que el autor achaca la generación de la actual crisis del mercado financiero, podemos incluir:
0-0) un tipo de interés fluctuante.
1-1) la existencia de una financiación con un precio muy elevado.
2-2) activos sobrevalorados.
3-3) garantías frágiles o insuficientes.
4-4) el hecho que, de repente, los bancos dejaron de financiar o refinanciar ciertas operaciones.

Resposta: VFVVV
Justificativa:
As opções 0-0 e 2-2 parafraseiam o texto original (portanto, as duas são verdadeiras). Já as opções 3-3 e 4-4, ambas verdadeiras, se referem, respectivamente, ao fato da garantia ser flutuante (como os juros) e à expressão espanhola “cerrar el grifo”, isto é, “cortar as linhas de empréstimo” por parte dos bancos. A opção 1-1 é falsa, porque o que se diz no texto é justamente o contrário, ou seja, que o financiamento era concedido quase de graça.


11. Con relación a las entidades financieras, el autor del texto nos dice que:
0-0) existe un gran número de personas que mantiene deudas cuantiosas con los bancos en la actualidad
1-1) la banca es claramente responsable de la situación financiera a día de hoy
2-2) los bancos nunca alentaron operaciones inciertas
3-3) la banca siempre tuvo presente el carácter cíclico de la economía
4-4) los bancos no tomaron medidas efectivas de control de riesgo

Resposta: VVFFV

Justificativa:
As opções 0-0, 1-1 e 4-4, verdadeiras, parafraseiam o texto original e não merecem outro tipo de justificativa. Já para as opções incorretas 2-2 e 3-3, vale dizer, no primeiro caso, que no texto se diz o contrário, no sentido de que os bancos atuaram de forma irresponsável por alentar operações incertas; no segundo caso, se diz, a propósito dos bancos bem como dos demais agentes financeiros que não tomaram em conta alguns fatores, dentre eles, precisamente, o caráter cíclico da economia.


12. En la primera línea del texto aparece la siguiente frase: “La bolsa española empieza a despedir un olor a muerto que mata”. Con relación al segmento que aparece subrayado, y manteniendo siempre el mismo sentido que el que presenta en el texto, podemos sustituirlo por:
0-0) un olor a muerto que apesta.
1-1) un olor a muerto que sorprende.
2-2) un olor a muerto que tira para atrás.
3-3) un olor a muerto que no hay quien lo aguante.
4-4) un olor a muerto que para qué.

Resposta: VFVVV

Justificativa:
A expressão espanhola “un olor a muerto que mata”, referida, no caso, à bolsa de valores espanhola, significa — de uma forma figurada, é claro, que se encontra em uma situação extremamente difícil, em crise, quase perto de sua falência (morte) completa. Dentro dela, a parte final, “que mata” é uma expressão coloquial que vem acrescentar um sentido de reforço, de intensidade a respeito do fragmento anterior “un olor a muerto”, isto é, “o cheiro a morto é muito grande: efetivamente, (a bolsa) está morta mesmo, fede”.
Então, dentre as cinco opções que são oferecidas, apenas “que sorprende” fica fora do contexto significativo indicado e está incorreta. Já a expressão “que para qué”, correta, aparece também, às vezes, reforçada em espanhol da seguinte forma: “que para qué contar” e é compatível com outros contextos significativos, não apenas aqui. As outras três possibilidades corretas “que apesta” (“que fede demais”), “que tira para atrás” (“que desmaia a pessoa”), “que no hay quien lo aguante” (“que ninguém pode suportá-lo”), se referem de forma direta ao “cheiro a morto”.


13. Considere el siguiente fragmento extraído del primer párrafo del texto: “Aroma que desprenden compañías que no son ya sino cadáveres”. Con referencia al segmento que aparece destacado, y manteniendo siempre el mismo sentido que el original, puede ser sustituido por:
0-0) que ya no son sino cadáveres.
1-1) que ya son tan sólo cadáveres.
2-2) pero que ya no son cadáveres.
3-3) que no son ya otra cosa que cadáveres.
4-4) que apenas no son ya cadáveres.

Resposta: VVFVF
Justificativa:
A estrutura sintática que contém uma dupla negação “no ... sino” significa giro culto para expressar a afirmação de algo. Portanto, quando no texto se diz que “no son ya sino cadávares”, referido às “compañías”, significa que “as firmas, as empresas já foram, faliram, são, metaforicamente falando, cadáveres”, isto é, afirma-se que as empresas SÃO (no momento atual, “já”) cadáveres. Portanto, a opção 2-2 é falsa, porque expressa justamente o contrário, entanto que na opção 4-4, também incorreta, usa-se a forma espanhola “apenas” que, a diferença do português, não significa “somente”, senão que possui um valor de aproximação, próximo de “quase” em português. As restantes opções estão corretas, pois oferecem opções estilísticas diversas para expressar o sentido original da expressão que aparece no texto.


14. Poco antes de la conclusión del primer párrafo del texto, aparece la siguiente frase: “Muchos de sus accionistas las acompañarán en su trayecto”. Con respecto a la forma ‘las’, y teniendo en cuenta el contexto en el que aparece, es correcto afirmar que:
0-0) se trata de un artículo determinado, femenino plural.
1-1) su referente contextual son las “nefastas consecuencias de la crisis financiera”: por eso es femenino plural.
2-2) se trata de un pronombre demostrativo, porque apunta a otro elemento textual mencionado con anterioridad en el texto.
3-3) se refiere a “accionistas”, sustantivo que aparece muy próximo en la disposición textual.
4-4) está representando formalmente a “algunas firmas”, segmento que había aparecido con anterioridad en el mismo párrafo del texto.

Resposta: FFFFV
Justificativa:
Na língua espanhola, a forma “las”, isolada de qualquer contexto, pode representar, seja o artigo determinado feminino plural, seja o pronome pessoal de terceira pessoa feminino plural. Aqui funciona como pronome e desempenha a função textual de fazer referência a algum outro elemento que já apareceu anteriormente. No caso, umas linhas acima, “algunas firmas”. Deve concordar em gênero e número com o substantivo que substitui ou, melhor, ao qual faz referência: é por isso que flexiona em feminino plural, como “firmas”. Por tanto, conforme o que foi dito, apenas a opção 4-4 está correta. A opção 3-3, com efeito, fala da função anafórica de “las”, porém diz que é pronome demonstrativo.


15. Considere, a continuación, el siguiente fragmento que aparece en el primer párrafo del texto: “[algunas firmas] Descansarán en paz (...) Muchos de sus accionistas las acompañarán en su trayecto. No sólo en el sentimiento”. Con respecto a la expresión subrayada, así como a los elementos que la integran, es correcto afirmar que:
0-0) el “sentimiento” a que se refiere es de solidaridad con los bancos por la magnitud de la crisis financiera.
1-1) la forma “sólo” que aparece en este fragmento es equivalente a la forma portuguesa “apenas”.
2-2) la palabra “sentimiento”, en el contexto en que aparece, encierra un doble sentido.
3-3) en esta expresión se advierte un valor semántico metafórico, que tiene que ver con la expresión española de pésame “le acompaño en el sentimiento”.
4-4) según la última reforma ortográfica de la lengua española, la palabra “sólo”, con el valor con el que aquí se emplea, llevará siempre tilde.

Resposta: FVVVF
Justificativa:
A palavra “sentimento” tem aqui um duplo valor (portanto, a opção 2-2 está correta). Por um lado, o autor joga com o sentido de “pesar, dor, preocupação” pelos efeitos da crise, tanto nas empresas, como nos bancos e nos investidores envolvidos em operações de alto risco. Então, nesse sentido, o “sentimento” não é de solidariedade, senão de pesar, de culpa, de arrependimento pelo ônus e pelas conseqüências de investir em produtos com risco; (portanto, a opção 0-0 está incorreta). Por outro lado, desde o início do texto se fala dos mercados financeiros como cadáveres; nesse sentido, os investidores que faliram junto com as empresas envolvidas, “acompanham no sentimento” (pêsames) a si mesmos e às empresas e bancos, porque todos eles faliram ao mesmo tempo (opção 3-3 correta). Do ponto de vista formal, a palavra espanhola “sólo” funciona aqui como advérbio, equivalente, portanto à palavra portuguesa “apenas” (opção 1-1, correta). Antigamente, a ortografia espanhola diferenciava obrigatoriamente a forma “solo” se m acento gráfico, quando equivalia ao português “só”, isto é, quando era um adjetivo; quando era advérbio, e equivalia às formas portuguesas “somente, só, apenas”, levava acento gráfico. Porém, na última reforma ortográfica da Real Academia Espanhola da Língua, o acento na forma adverbial é opcional e não obrigatória. Portanto, a opção 4-4 está incorreta.


16. En el último párrafo del texto, aparece el siguiente fragmento: “obviar las más elementales medidas de control de riesgo”. Con relación a la palabra que aparece destacada, es correcto afirmar que:
0-0) puede ser sustituida por “explicar”.
1-1) significa que “algo está muy claro, que no necesita explicación.”
2-2) en este contexto, es equivalente a “observar”.
3-3) puede ser sustituida aquí por el verbo “seguir”.
4-4) en este caso, puede sustituirse por “eludir”.

Resposta: FFFFV
Justificativa:
O contexto no qual aparece “obviar” se refere às causas que provocaram a crise financeira. O que quer dizer aqui “obviar” não tem a ver com o sentido de “obvio” (que se aplica a coisas ou fatos que, por evidentes, não precisam de explicação), portanto, a opção 1-1 é falsa. O que está dizendo o autor é que os responsáveis financeiros esqueceram ou não tomaram em conta as mais elementares medidas de controle de risco. O verbo mais apropriado em espanhol para expressar essa idéia é “eludir”. Portanto, a única opção correta é 4-4.


 
 8 de Dezembro de 2008

Prova de Biologia - 2ª Fase Covest 2009

Resolução da Prova de Biologia

Comentário Geral

A prova de Biologia da segunda etapa da UFPE apresentou uma boa distribuição dos assuntos, ficando ausentes apenas TAXONOMIA, BIOQUÍMICA, ORIGEM DA VIDA e EVOLUÇÃO.

A prova apresentou questões com todos os níveis de dificuldades, valorizando o aluno que estudou durante o ano letivo, portanto uma prova de nível médio.

TEMAS ABORDADOS:

BIOENERGÉTICA – 1.
CITOLOGIA – 1.
HISTOLOGIA – 1.
FISIOLOGIA – 2.
BOTÂNICA – 1.
GENÉTICA – 2.
PROGRAMA DE SAÚDE – 1.
ECOLOGIA – 2.
EMBRIOLOGIA – 2.
ZOOLOGIA – 2
SERES VIVOS – 1


Questão 01

Os trabalhos de Mendel constituem a pedra fundamental da Genética, ciência que tem-se desenvolvido bastante ultimamente. Muito se aprendeu sobre a hereditariedade e sua natureza química, sobre os mecanismos de transmissão e sobre a expressão fenotípica das características. Com relação a esse tópico, analise as proposições seguintes.

0-0) A distribuição da geração F2, mostrada na figura, oriunda do cruzamento de plantas com espigas de 11,7cm de comprimento, é indicativa de herança poligênica; dois pares de alelos determinam a característica em questão.




1-1) Indivíduos de fenótipo (AB), retrocruzados com indivíduos de fenótipo (ab), originaram uma descendência composta por: 41,5% (AB): 41,5% (ab): 8,5% (Ab): 8,5% (aB), o que é indicativo da existência de ligação gênica entre os locos A e B; locos que distam de 17 unidades de mapa.


2-2) Apenas aves com penas verdes foram obtidas na F1 produzida a partir do cruzamento de machos de penas verdes com fêmeas de penas brancas. Na F2, originada do cruzamento de indivíduos F1, foi observada a seguinte distribuição fenotípica: 9 verdes: 3 amarelas: 3 azuis: 1 branco, o que indica interação gênica entre dois pares de alelos.


3-3) No heredograma a seguir, ilustra-se a ocorrência de uma anomalia determinada pela ação de um gene recessivo. Entre os indivíduos citados, apenas os genótipos de I3 e II5 nâo podem ser determinados, com exatidão.



4-4) Uma pessoa que apresenta um corpúsculo de Barr, atrofia testicular e esterilidade, geralmente grande estatura e cariótipo 47, XXY, tem síndrome de Klinefelter.


Resposta: VVVFV

Justificativa:

0-0) Verdadeira: Características como comprimento de espigas e estatura humana têm variação contínua. A distribuição fenotípica exemplificada ajusta-se aos efeitos de dois pares de alelos. Indivíduos que apresentam espigas com 11,7cm possuem quatro alelos aditivos. Em contraposição, indivíduos que apresentam 6,6cm de espiga não apresentam em seu genótipo nenhum alelo aditivo para a característica, o que indica o fenótipo mínimo para o comprimento da espiga. Observa-se, também, que, entre os valores mostrados na figura, existem outros intermediários, visto tratar-se de característica métrica.

1-1) Verdadeira: No exemplo, estão envolvidos dois locos gênicos, o loco (A) e o loco (B). Indivíduos (AB) foram retrocruzados com indivíduos (ab), e todos os genótipos possíveis foram obtidos. Aqueles de maior freqüência representam as configurações genotípicas dos progenitores. Assim posto, os descendentes (Ab) e (aB) são resultantes da recombinação gênica entre os locos em questão, indicando, portanto, a existência de ligação gênica entre esses locos, com recombinação. Como a taxa de recombinação é convencionalmente igual à distância relativa entre eles, 1% de recombinação equivale a uma unidade de mapa. No caso em tela, a distância entre (A) e (B) é de 17 unidades de mapa (unidades de recombinação ou morganídeos).

2-2) Verdadeira: Nesse contexto, observa-se uma distribuição fenotípica de 9:3:3:1, conforme se espera numa distribuição para uma geração F2, segundo as proporções mendelianas para dois locos gênicos de segregação independente. Observa-se, porém, que, ao contrário dos ditames mendelianos, o exemplo citado reflete a ação de dois pares de alelos que determinam um único caráter (cor da plumagem) e revela a ação interativa de dois locos ligados (ligação gênica, com recombinação).

3-3) Falsa: Outros genótipos, além do I3 e do II5, não podem ser determinados. Igualmente, não podem ser determinados, com exatidão, os genótipos dos indivíduos II2, II4 e III2.

4-4) Verdadeira: Os portadores de cariótipo 47,XXY são do sexo masculino, são estéreis e com testículos pequenos; em alguns casos, apresentam mamas. Evidências da síndrome de Klinefelter.



Questão 02

O avanço da Biotecnologia tem possibilitado, entre outras coisas, a ampliação do conhecimento sobre o genoma de diferentes organismos, a identificação de genes responsáveis pela manifestação de diferentes doenças e a disponibilização de técnicas que contribuem para a melhoria da vida humana. Com relação a esse tópico, analise as proposições abaixo.


0-0) Enzimas de restrição cortam o DNA em diferentes pontos, nos quais há determinadas seqüências de bases, que são por elas reconhecidas. Assim, uma enzima (X) de restrição pode cortar o DNA, como mostrado no esquema abaixo:



1-1) Duas moléculas de DNA podem diferir quanto à localização dos sítios para atuação de uma mesma enzima de restrição, podendo ser gerados fragmentos de diferentes tamanhos, a partir de cada uma delas.

2-2) Algumas bactérias, além de um cromossomo circular, apresentam moléculas menores e circulares de DNA, denominados plasmídios. Os genes identificados nesses plasmídios não são essenciais à vida do microorganismo; no entanto, podem ser utilizados como DNA vetor.

3-3) A amniocentese e a amostragem vilo-coriônica são métodos utilizados para o diagnóstico de doenças genéticas, durante a gravidez da mulher; o segundo método pode ser realizado mais precocemente que o primeiro.

4-4) A ovelha Tracy possui, incorporado em um de seus cromossomosos, o gene humano para a proteína alfa-1-antitripsina, o qual é capaz de produzir em seu leite a referida proteína. Por isso, é denominada de clone perfeito.

Resposta FVVVF

Justificativa:

0-0) Falso: Uma determinada enzima de restrição corta o DNA em pontos específicos, nos quais há uma seqüência de bases que ela reconhece. No exemplo dado, três enzimas de restrição (e não apenas uma, como é dito) estão envolvidas; uma reconhece a seqüência de bases GGATCC/CCTAGG, o corte ocorrendo entre os nucleotídeos G e G; uma segunda enzima reconhece a seqüência GAATTC/CTTAAG, com ponto de corte entre os nucleotídeos G e A; e uma terceira enzima de restrição reconhece a seqüência AAGCTT/TTCGAA, com ponto de corte entre os nucleotídeos A e A.

1-1) Verdadeiro: Foi constatado experimentalmente que, quando duas moléculas de DNA idênticas são tratadas com uma mesma enzima de restrição, são obtidos, ao final, conjuntos de fragmentos de tamanhos idênticos. Todavia, se as duas moléculas de DNA, tratadas com uma única enzima de restrição, forem diferentes, obtém-se, ao final, um conjunto de fragmentos de diferentes tamanhos.

2-2) Verdadeiro: Algumas bactérias possuem, além do cromossomo circular, moléculas menores de DNA, igualmente circulares, denominadas plasmídios, nas quais não há genes essenciais à vida dessas bactérias. Os plasmídios têm sido muito utilizados em pesquisas, como por exemplo, a clonagem gênica.

3-3) Verdadeiro: Os dois métodos podem ser importantes para o diagnóstico de doenças genéticas na gravidez, sendo possível realizar a amostragem vilo-coriônica mais precocemente que a amniocentese.

4-4) Falso: Os cientistas já conseguiram produzir ovelhas transgênicas, ou seja, animais que incorporaram em seu material genético um gene de outra espécie, como, no caso citado, um gene humano.




Questão 03

As comunidades são formadas por populações de diferentes espécies que vivem juntas e interagem entre si, de forma harmônica ou não. Todas as interações, no entanto, são importantes para a manutenção do equilíbrio ecológico. A preservação da natureza e o respeito à manutenção desse equilíbrio é dever de todo cidadão. Analise as afirmações seguintes.
0-0) Sucessão ecológica secundária pode ocorrer em locais anteriormente habitados por outras comunidades, onde existiam condições favoráveis ao estabelecimento de seres vivos, como é o caso, por exemplo, de áreas destruídas por queimadas.

1-1) A derrubada de florestas só se constitui em uma ação benéfica para o ambiente quando pode promover o espessamento da camada de húmus, anteriormente consumida pelos organismos existentes.

2-2) Embora condenáveis sob o ponto de vista da poluição ambiental, as queimadas anuais, realizadas para diferentes cultivos vegetais, propiciam a renovação de micronutrientes e agilizam uma atividade agrícola autosustentável.

3-3) Alterações no tamanho da população de uma espécie podem determinar alterações em outras populações que com ela coexistem e interagem em uma comunidade, provocando desequilíbrios ecológicos.

4-4) De acordo com o princípio da exclusão competitiva, ou princípio de Gause, duas espécies de uma comunidade podem ter o mesmo nicho ecológico, mas não podem apresentar o mesmo habitat por muito tempo, havendo exclusão de uma delas.

Resposta VFFVF

Justificativa:

0-0) Verdadeiro: A sucessão ecológica secundária é um tipo de sucessão que ocorre em locais anteriormente habitados, onde existem condições para o estabelecimento de seres vivos. É o caso, por exemplo, de áreas destruídas por queimadas e florestas derrubadas.

1-1) Falso: A camada superficial de matéria orgânica que recobre o solo das florestas tropicais é relativamente fina, com, aproximadamente, 30 centímetros de espessura. Todavia, essa camada fértil de húmus é preservada em virtude da constante reciclagem da matéria orgânica nessas florestas. O solo de áreas onde a floresta foi derrubada, nas quais deixa de existir a cobertura vegetal e a reciclagem constante de nutrientes, torna-se pobre desses nutrientes.

2-2) Falso: As queimadas, além da poluição que provocam, facilitam a erosão, por deixarem o solo desprovido de sua cobertura vegetal. Elas não têm relação com a atividade agrícola autosustentável.

3-3) Verdadeiro: Para ilustrar a importância de não se interferir negativamente no meio ambiente, vale lembrar um caso desastroso ocorrido na Ilha de Bornéu, em que grave desequilíbrio ecológico foi observado como conseqüência da aplicação de DDT, para o combate de pernilongos transmissores da malária. A princípio, os transmissores foram combatidos, e ocorreu redução significativa do número de casos de malária. Algum tempo depois, os problemas começaram a surgir. Após investigações, foi descoberto que, além dos pernilongos, outros insetos que serviam de alimento aos lagartos da região, eram contaminados. Com a ingestão das presas, os lagartos se contaminavam. Os gatos que comiam os lagartos contaminados acabavam morrendo e, com a morte desses, a população de ratos aumentava muito de tamanho, uma vez que seus predadores haviam diminuído. Desta forma, instalou-se na ilha uma praga de ratos.

4-4) Falso: De acordo com o princípio de Gause, ou princípio da exclusão competitiva, duas espécies, em uma mesma comunidade, podem ter o mesmo habitat, mas não podem ocupar o mesmo nicho ecológico por muito tempo.




Questão 04

Todas as espécies exploram recursos do meio ambiente, causando algum tipo de “impacto” sobre ele. A espécie humana não se constitui em exceção. Todavia, nos últimos dois séculos, o desenvolvimento da sociedade industrial e a explosão do tamanho populacional têm causado impactos ambientais sem precedentes. O grande desafio da humanidade neste século XXI é o de modificar o antigo conceito desenvolvimentista de progresso. Com relação a esse assunto, analise as proposições seguintes.
0-0) Uma das conseqüências decorrentes da destruição da camada ozônio pelo homem é o umento da incidência da radiação ultravioleta proveniente do sol, relacionada à manifestação de alguns tipos de câncer de pele.

1-1) O lançamento de esgotos e de resíduos de adubos fertilizantes nos rios e represas pode desencadear o fenômeno da eutroficação e conduzir a desequilíbrios ecológicos.

2-2) Como conseqüência da adição do composto tetraetila de chumbo à gasolina, observou-se que vegetais cultivados à beira das estradas continham 20 vezes mais chumbo que aqueles de terrenos mais afastados, confirmando o fato de que, num ecossistema, a maiorconcentração de resíduos tóxicos se dá nesse nível trófico da cadeia alimentar.

3-3) Um dos problemas ambientais decorrentes da industrialização é a poluição atmosférica; chaminés altas lançam ao ar, entre outros materiais, o dióxido de enxofre, o qual pode ser transportado por alguns quilômetros e ocasionar chuvas ácidas em regiões distantes.

4-4) A exploração do ouro na Amazônia fez com que toneladas de mercúrio fossem despejadas no meio ambiente e ingressassem nas cadeias tróficas. Esse poluente pode também ser lançado nas águas por indústrias de tintas e de pesticidas.


Resposta VVFVV

Justificativa:
0-0) Verdadeiro: Com a diminuição da quantidade de ozônio na estratosfera, ocorre maior penetração de radiação ultravioleta, a qual é, reconhecidamente, capaz de provocar alterações no DNA, estando relacionada à manifestação de alguns tipos de câncer de pele.

1-1) Verdadeiro: O fenômeno da eutroficação, entendido como fertilização das águas de rios e represas, está relacionado ao aumento de matéria orgânica, resultante, sobretudo, de esgotos lançados diretamente nessas águas, sem prévio tratamento, ou de fertilizantes usados na agricultura, especialmente aqueles ricos em fósforo, enxofre e nitrogênio, que chegam a essas águas em decorrência das chuvas.

2-2) Falso: O composto tetraetila de chumbo foi introduzido na gasolina, em torno de 1923, como estratégia para melhorar o desempenho dos automóveis. Todavia, no emprego desta evolução tecnológica, não se levou em consideração o fato de o chumbo não ser biodegradável. De fato, foi observado que algumas culturas plantadas à beira das estradas continham cerca de vinte vezes mais chumbo que aquelas de áreas agrícolas mais afastadas. Todavia, o importante nessa questão é diagnosticar que maior concentração de chumbo ocorrerá ao longo das cadeias tróficas e não no nível dos produtores.

3-3) Verdadeiro: A industrialização traz para o ambiente uma série de problemas, incluindo a poluição atmosférica. Chaminés altas lançam ao ar muitos materiais, entre os quais, o dióxido de enxofre (SO2). Esse pode ser transportado por vários quilômetros em pouco tempo. Chuvas ácidas que ocorrem em regiões mais distantes daquela onde ocorreu a liberação do dióxido de enxofre, podem ocorrer justamente por causa do transporte do S02 pelo ar.

4-4) Verdadeiro: Produtos biodegradáveis podem ser decompostos por bactérias, e produtos não-biodegradáveis, como o mercúrio, se acumulam nos tecidos dos organismos e são concentrados ao longo das cadeias alimentares. O mercúrio, amplamente utilizado em indústrias químicas de tintas, de pesticidas etc., é um agente poluidor.



Questão 05

Nas angiospermas, cada verticilo floral é formado por folhas modificadas; podem ser observados frutos partenocárpicos e pseudofrutos e, certas famílias, podem exibir conjuntos de flores dispostas numa determinada organização, constituindo inflorescências características. Com relação a esse assunto, analise as afirmações abaixo.

0-0) Cálice, corola, androceu e gineceu são os quatro verticilos florais observados numa flor completa de angiospermas; o cálice formado por sépalas e a corola formada por pétalas, correspondem ao perianto.

1-1) Após a fecundação, a flor perde seus verticilos acessórios e os estames. O óvulo e a oosfera se desenvolvem formando, respectivamente, a semente e o embrião.

2-2) Na espiga de milho, cada pequena flor feminina tem um ovário de onde parte um longo estilete, que sai na ponta dessa inflorescência; são conhecidos como ‘cabelos do milho’.

3-3) Em algumas angiospermas, os frutos são desenvolvidos a partir de ovários cujos óvulos atrofiam e, portanto, não são fecundados. Tais frutos, sem sementes, são chamados partenocárpicos, como, por exemplo, o caju e a maçã.

4-4) Enquanto os pseudofrutos simples podem se originar do receptáculo de uma flor com um ovário, como por exemplo, o sapoti, os pseudofrutos compostos originam-se do receptáculo de uma flor com muitos ovários, como por exemplo, o abacaxi.


Resposta VVVFF

Justificativa:

0-0) Verdadeiro: Nas angiospermas, uma flor completa apresenta quatro verticilos: cálice, corola, androceu e gineceu. Os dois primeiros verticilos correspondem ao perianto.

1-1) Verdadeiro: Após a fecundação, a flor perde suas estruturas acessórias e os estames. O óvulo e a oosfera formarão, respectivamente, a semente e o embrião.

2-2) Verdadeiro: As inflorescências são conjuntos de flores que se dispõem numa determinada organização, como as espigas observadas em gramíneas. Numa espiga, cada flor tem um ovário de onde parte um longo estilete que sai na ponta da inflorescência. É o que conhecemos como cabelos do milho.

3-3) Falso: Em algumas angiospermas, os frutos são desenvolvidos a partir de ovários cujos óvulos não são fecundados e se atrofiam; esses frutos são denominados partenocárpicos. É o caso, por exemplo, dos frutos: banana e limão Taiti, e não como exemplificado na proposição.



Questão 06
Com relação a alguns aspectos da reprodução e do desenvolvimento humano, analise o que é afirmado a seguir.

0-0) Após a fecundação e subseqüentes divisões celulares do zigoto, forma-se a mórula, na qual se observa uma camada externa de células denominadas trofoblastos.

1-1) Na gravidez, o hormônio que prepara o útero para a nidação é a progesterona.

2-2) A proliferação do trofoblasto na mucosa uterina dá formação às chamadas vilosidades coriônicas.

3-3) Enquanto a mulher estiver grávida, o estrógeno e a progesterona mantêm a hipófise inibida, impedindo a liberação de FSH e de LH e, conseqüentemente, a maturação de folículo ovariano e a ovulação.

4-4) Nos vertebrados, com exceção dos mamíferos eutérios, os anexos embrionários são formados a partir da blástula.


Resposta FVVVF

Justificativa:

0-0) Falso: Após a fecundação e subseqüentes divisões celulares, forma-se o blastocisto, que apresenta uma camada externa de células, os trofoblastos.

1-1) Verdadeiro: A nidação ocorre no período em que a concentração de progesterona é mais alta e corresponde ao período em que o endométrio está em condições de receber o embrião.

2-2) Verdadeiro: A proliferação do trofoblasto na mucosa uterina dá formação às vilosidades coriônicas, que fazem parte do cório.

3-3) Verdadeiro: A manutenção das concentrações de estrógeno e de progesterona deixa a hipófise inibida e, como conseqüência, nem ocorre a maturação de folículos nem a ovulação.

4-4) Falso: Nos mamíferos eutérios, ao contrário de outros vertebrados, os anexos embrionários formam-se a partir da blástula.



Questão 07

Em outubro de 2008, a imprensa local noticiou um novo caso de raiva humana: um garoto de 15 anos foi mordido por um morcego. Em relação a essa doença, podemos afirmar o que segue.

0-0) A raiva é uma doença viral que atinge seres humanos e animais, sendo o cão e o gato os principais responsáveis por sua transmissão ao homem nas áreas urbanas; por isso a importância das campanhas de vacinação desses animais.

1-1) Mamíferos, tais como macaco, rato ou morcego, podem contrair e transmitir pela saliva o vírus rábico, o qual se localiza no sistema nervoso central e provoca uma encefalite mortal.

2-2) O principal mecanismo de prevenção da raiva, em humanos, é a realização de campanhas de vacinação infantil contra a doença.

3-3) Ocorrendo o ferimento e o contato com saliva de mamíferos selvagens ou domésticos, com suspeita de contaminação, deve-se iniciar imediatamente o tratamento com o soro antirábico e, ao mesmo tempo, com as vacinas.

4-4) A hidrofobia ou raiva só pode ser eficazmente combatida graças ao trabalho de Louis Pasteur, que inventou a vacina anti-rábica, ao utilizar a saliva de um cão raivoso para salvar a vida de um menino que havia sido contaminado pelo vírus.

Resposta VVFVV
Justificativa

0-0) Verdadeira. A raiva é efetivamente viral, sendo transmitida, nas zonas urbanas, sobretudo por cães e gatos.

1-1) Verdadeira. A transmissão da doença ocorre quando o vírus existente na saliva desses animais atinge o organismo por meio de arranhões, mordidas ou lambeduras.

2-2) Falsa. O principal mecanismo de prevenção da doença são as campanhas de vacinação em cães e gatos.

3-3) Verdadeira. É fundamental o tratamento com o soro anti-rábico, juntamente com as vacinas, sobretudo quando a lesão é extensa e se localiza no rosto e no pescoço, pois o soro tem ação mais imediata.

4-4) Verdadeira. Louis Pasteur inventou a vacina anti-rábica a partir da saliva de um cão raivoso e salvou a vida do menino que havia sido contaminado pelo vírus.




Questão 08

Os fungos têm grande importância na agricultura, na industria e na medicina. Sobre essa questão, considere o que é afirmado a seguir.

0-0) Sua importância para a agricultura é reconhecida devido às doenças causadas em plantas cultivadas, a exemplo de milho, feijão, batata, café e algodão. Além disso, os fungos causam prejuízo na conservação de sementes, a exemplo do Aspergillus flavus que produz potentes toxinas que podem causar lesões hepáticas graves.

1-1) Os fungos são também aliados dos interesses humanos na agricultura. É o caso da associação de fungos com as raízes da planta hospedeira formando as micorrizas, onde os fungos obtêm nutrientes e aumentam a capacidade de absorção de sais minerais do solo pelas raízes.

2-2) Doenças causadas por fungos, que são chamadas micoses, ocorrem no homem; as mais comuns são o "sapinho", ou a candidíase, causada pelo fungo Candida albicans, e a "frieira" ou pé-de-atleta, provocada pelo fungo Tinea pedis.

3-3) Na fabricação do álcool e de bebidas alcoólicas como o vinho e a cerveja, é fundamental a participação dos fungos da espécie Agaricus campestris, que realizam fermentação alcoólica, convertendo açúcar em álcool etílico.

4-4) Os fungos são enquadrados num reino exclusivo: o reino Fungi, devido às suas especificidades. Sua reprodução normalmente envolve esporos, como ocorre entre algumas plantas; mas armazenam glicogênio e, como os animais, apresentam nutrição heterótrofa.

Resposta VVVFV

Justificativa

0-0) Verdadeira. Os fungos podem causar grandes prejuízos à agricultura, inclusive, no armazenamento de sementes. O Aspergillus flavus produz as chamadas flavotoxinas, comuns, por exemplo, em sementes de amendoim.

1-1) Verdadeira. As micorrizas, resultantes da associação de fungos com as raízes da planta hospedeira, facilitam a obtenção de nutrientes pelos fungos e aumentam a capacidade das raízes para a absorção de sais minerais do solo

2-2) Verdadeira. As micoses mais comuns em humanos são causadas por Candida albicans e por Tinea pedis.

3-3) Falsa. Os fungos da espécie Agaricus campestris são os fungos de maior utilização em culinária, sendo cultivados em grande escala. Os responsáveis pela produção do álcool são da espécie Saccharomyces.

4-4) Verdadeira. Os fungos constituem efetivamente um reino exclusivo, pois têm características que os diferenciam de plantas e de animais, muito embora apresentem caracteristicas de vegetais e de aminais.


Questão 09

No controle fisiológico de diferentes sistemas do organismo humano, atuam mecanismos nervosos e diferentes hormônios. Com relação a esse assunto, analise as proposições seguintes.

0-0) No processo digestivo, a secreção de suco pancreático, estimulada pelo hormônio secretina, e a liberação de bile, estimulada pelo hormônio colecistocinina, são exemplos de retroalimentação negativa.

2-2) Em condições normais, o mecanismo regulador preponderante do ritmo respiratório é a concentração de gás carbônico no sangue. Quando a concentração de CO2 é alta, o centro respiratório envia impulsos para acelerar o ritmo respiratório.

3-3) Na normalização dos teores de sódio no sangue, é importante o processo em que o hormônio renina, produzido pelo rim, atua sobre a substância angiotensina, convertendo-a em angiotensinogênio, que, uma vez no sangue, estimula a medula da supra-renal a produzir o hormônio aldosterona.

4-4) Quando há uma grande ingestão de água, os centros osmorreguladores existentes no hipotálamo são excitados e aumenta muito a taxa de ADH liberado na circulação. Como conseqüência, aumenta a diurese.



Resposta VFVFF

Justificativa

0-0) Verdadeira. Quanto ao primeiro processo, sabe-se que a acidez do quimo estimula a parede do duodeno a produzir o hormônio secretina, o qual levado ao pâncreas pelo sangue, estimula esse órgão a liberar suco pancreático no duodeno. Como o suco pancreático contém bicarbonato, a acidez é neutralizada e cessa o estímulo para a produção do hormônio secretina. No segundo processo, a gordura dos alimentos estimula a parede do duodeno a produzir o hormônio colecistocinina, substância que, levada pelo sangue ao fígado e à vesícula biliar, propicia a liberação da bile, fundamental para o emulsionamento das gorduras. Com a digestão das gorduras, cessa o estímulo para a produção da colecistocinina. Logo, os exemplos dados correspondem à retroindução negativa (feedback negativo).

1-1) Falsa. Na figura, ilustra-se em (1), (2) e (3), respectivamente, o nó sinoatrial (marcapasso), o nó atrioventricular e o fascículo atrioventricular (feixe de His).

2-2) Verdadeira. O mecanismo preponderante na regulação do ritmo respiratório é a concentração de gás carbônico no sangue. Quando é alta essa concentração, o centro respiratório envia impulsos para acelerar o ritmo respiratório.

3-3) Falsa. O hormônio renina é produzido pelo rim e age sobre uma proteína encontrada no sangue e produzida pelo fígado, denominada angiotensinogênio, a qual é convertida em angiotensina. No processo, a angiotensina estimula a supra-renal (córtex) a produzir o hormônio aldosterona.

4-4) Falsa. Quando ocorre uma grande ingestão de água, a pressão osmótica do plasma diminui, os centros osmorreguladores são inibidos e diminui a taxa de ADH (Hormônio antidiurético) liberado na circulação.


Questão 10

Com relação a diferentes tecidos observados no corpo humano, é correto afirmar que:

0-0) Um tipo especial de tecido epitelial cúbico simples, o endotélio, reveste a camada fibrosa conjuntiva dos capilares sangüíneos, garantindo maior proteção e flexibilidade aos vasos de calibre inferior.

1-1) Enquanto na epiderme, que se origina da ectoderme, há epitélio estratificado pavimentoso, queratinizado; na derme, que tem origem mesodermal, há tecido conjuntivo com grande quantidade de fibras.

2-2) O tecido muscular, de origem mesodermal, é composto por células alongadas, as fibras musculares, que são células semelhantes às fibras conjuntivas.

3-3) No tecido nervoso, além dos neurônios, há as células da glia; as quais ocorrem tanto na substância branca quanto na cinzenta. Dentre suas funções, está o isolamento dos neurônios, uns dos outros e desses com outros tecidos.

4-4) A cartilagem elástica (1), que forma os discos, é mais resistente que a cartilagem fibrosa (2), que ocorre, por exemplo, na orelha.



Resposta FVFVF

Justificativa

0-0) Falsa. O endotélio é um epitélio pavimentoso simples. A parede dos capilares é formada apenas pelo endotélio.

1-1) Verdadeira. Enquanto a epiderme tem origem ectodérmica, a derme tem origem mesodérmica. A epiderme é constituída por epitélio pavimentoso estratificado, apresentando células queratinizadas. Na derme, observa-se tecido conjuntivo, onde ocorrem diferentes estruturas, como vasos sangüíneos que nutrem a epiderme.

2-2) Falsa. O tecido muscular tem origem mesodérmica; é constituído por células alongadas, que são as fibras musculares, as quais diferem das fibras conjuntivas, que são apenas filamentos protéicos.

3-3) Verdadeira. As células da glia ocorrem tanto na substância branca quanto na cinzenta e exercem diferentes funções, entre as quais está o isolamento de neurônios, uns dos outros e desses com outros tecidos.

4-4) Falsa. A cartilagem fibrosa é mais resistente que a elástica. A cartilagem fibrosa ocorre nos discos intervertebrais, e a elástica, na orelha.


Questão 11

Os animais pertencentes aos diferentes filos apresentam características anatômicas e embrionárias que permitem distingui-los. Após analisar as figuras abaixo, analise as proposições seguintes.



0-0) O filo, representado pelo animal da figura 1, apresenta algumas características de vertebrados, tais como ter esqueleto interno e ser deuterostômio.

1-1) Os animais do filo representado na figura 2 apresentam simetria radial e um anel nervoso do qual partem os nervos radiais.

2-2) A principal característica do filo representado na figura 4 é o corpo segmentado em anéis, nos quais existe um par de órgãos excretores e um par de gânglios nervosos.

3-3) Também pertencem ao filo representado na figura 3, as aranhas e os caranguejos, que apresentam esqueleto externo e são segmentados.

4-4) O animal representado na figura 4 é hermafrodita, e seu desenvolvimento é direto, mas, no filo ao qual pertence, existem espécies dióicas e com estágios larvais.


Resposta VFVVV

Justificativa

0-0) Verdadeira. Efetivamente os equinodermos têm esqueleto interno e são deuterostômios.

1-1) Falsa. Apesar de ser verdadeiro que os celenterados representados pela figura 2 têm simetria radial, o sistema nervoso é disperso e, portanto, não se organizam em nervos radiais.

2-2) Verdadeira. As principais características dos anelídios representados pela figura 4 são a organização segmentada e a presença de pares de órgãos excretores e gânglios nervosos em cada segmento.

3-3) Verdadeira. Os quilópodos representados na figura 3 são artrópodos, como os araquinídeos e os crustáceos.

4-4) Verdadeira. A minhoca é hermafrodita e seu desenvolvimento é direto, mas, nos poliquetos, existe uma larva ciliada.


Questão 12

Em relação às organelas citoplasmáticas, considere as proposições expressas abaixo.

0-0) Uma das funções importantes do retículo endoplasmático liso é a síntese de lipidios, participa também do armazenando de substâncias aquosas formando os grandes vacúolos característicos das células animais.

1-1) Em protistas de água doce, ocorre entrada de água na célula por osmose, uma vez que o citoplasma é hipertônico em relação ao meio externo, o que poderia provocar o rompimento da célula. Isso não ocorre devido à presença de organelas citoplasmáticas denominadas vacúolos contráteis ou pulsáteis que, de tempos em tempos, eliminam esse excesso de água.

2-2) O Complexo de Golgi funciona de modo integrado ao retículo endoplasmático, empacotando as proteínas que serão utilizadas pela célula ou secretadas tal como foram sintetizadas no retículo.

3-3) Os lisossomos originados no Complexo de Golgi contêm enzimas digestivas e podem participar da atividade de autofagia, fundamental para os processos de renovação celular.

4-4) Os peroxissomos possuem a enzima catalase e atuam no metabolismo do peróxido de hidrogênio, substância altamente tóxica para a célula.

Resposta FVFVV

Justificativa

0-0) Falsa. Os grandes vacúolos são característicos das células vegetais.

1-1) Verdadeira. Os vacúolos contráteis ou pulsáteis têm um papel fundamental no controle osmótico dos protistas de água doce.

2-2) Falsa. As proteínas sintetizadas no retículo endoplasmático rugoso são modificadas no complexo de Golgi.

3-3) Verdadeira. Efetivamente, os lisossomos originam-se do complexo de Golgi, contêm enzimas digestivas e participam do processo de autofagia.

4-4) Verdadeira. Uma das principais funções dos peroxissomos é a conversão do peróxido de hidrogênio em água e oxigênio por meio da enzima catalase,



Questão 13

A obtenção e a transformação de energia dos seres vivos envolvem diferentes processos. Sobre essa questão analise as afirmativas abaixo.

0-0) A fermentação é um processo de obtenção de energia que não necessita do oxigênio, porém, é menos eficiente em termos de energia que a respiração aeróbica, gerando apenas duas moléculas de ATP por molécula de glicose.

1-1) A fotossíntese e a respiração são processos antagônicos. Enquanto o primeiro produz matéria orgânica, com armazenamento de energia e liberação de oxigênio, o segundo utiliza matéria orgânica e consome oxigênio, com liberação de energia.

2-2) Na clorofila isolada, os elétrons continuam a absorver fótons de luz e, por isso, ela continua a ser eficiente no processo de armazenamento de energia.

3-3) A primeira etapa da respiração aeróbica é praticamente idêntica à fermentação, com rendimento de apenas duas moléculas de ATP e produção de ácido pirúvico.

4-4) Os seres vivos aeróbicos utilizam o oxigênio diretamente da atmosfera ou dissolvido na água para converter carboidratos e outros constituintes celulares em CO2 e H2O, com liberação de energia.

Resposta VVFVV

Justificativa

0-0) Verdadeira. A fermentação ocorre sem oxigênio e produz 2 ATP por molécula de glicose.

1-1) Verdadeira. O resultado da fotossíntese é a produção de glicose e oxigênio, a partir da água e de gás carbônico, enquanto que, no processo de respiração, a célula obtém energia a partir da glicose, resultando na produção de gás carbônico e água.

2-2) Falsa. A clorofila isolada continua a emitir elétrons altamente energizados, mas perde sua eficiência no processo de armazenamento de energia, uma vez que não se encontra acoplada uma cadeia transportadora que permita a liberação gradativa de energia.

3-3) Verdadeira. Efetivamente, a glicólise, que é a primeira etapa da respiração celular, é anaeróbica e rende dois ATP, como na fermentação.

4-4) Verdadeira. Realmente seres vivos aeróbicos utilizam o oxigênio diretamente da atmosfera ou dissolvido na água para converter carboidratos e outros constituintes celulares em CO 2 e H2O, com liberação de energia.



Questão 14

Os vermes podem ser livres ou parasitários em homens e animais. Apesar dos sintomas das verminoses variarem de acordo com cada tipo de verme, eles podem provocar graves problemas de saúde. Em relação a esses invertebrados, podemos afirmar o que segue.


0-0) Muitas espécies de nematelmintos são parasitas de plantas; outras, parasitam os mais diferentes animais, vertebrados e invertebrados.

1-1) Os platelmintos são vermes de corpo achatado. Podem ser monóicos, como as planárias e tênias, ou dióicos, como os esquistossomos, mas sempre apresentam estágio larval.

2-2) Os nematelmintos pertencem ao primeiro grupo, na escala evolutiva, que apresenta sistema circulatório fechado e sistema respiratório estruturado.

3-3) Os platelmintos têm o sistema nervoso mais complexo que os celenterados; nas planárias podemos observar gânglios cerebrais na região anterior e dois cordões nervosos longitudinais.

4-4) Os platelmintos foram os primeiros seres a apresentarem um tubo digestivo completo, com boca e ânus, de modo que o alimento se desloca num só sentido, o que gera uma maior eficiência do processo digestivo.

Resposta FFFVF

Justificativa

1-1) Falsa. Esses vermes apresentam reprodução dióica e com estágio larval; portanto não têm desenvolvimento direto.

2-2) Falsa. Os platelmintos, tais como as planárias, podem apresentar desenvolvimento direto e, portanto, não apresentar estágio larval.

2-2) Falsa. Os nematelmintos não possuem sistema circulatório. A circulação de gases, nutrientes e substâncias tóxicas é feita pelo pseudoceloma, e a respiração é cutânea ou tegumentar

3-3) Verdadeira. Nos platelmintos, os neurônios se associam formando cordões nervosos ligados a gânglios situados na cabeça, enquanto, nos celenterados, o sistema nervoso é difuso.

4-4) Falsa. O sistema digestivo dos platelmintos é incompleto, ou seja, a boca é a única abertura para o exterior, não possuindo ânus.


Questão 15

Otto Loewi realizou experimento clássico que comprovou, de maneira incontestável, que existia a mediação química no Sistema Nervoso Autônomo. Ele isolou dois corações de sapo, os perfundiu com uma solução fisiológica morna (Ringer) e registrou a atividade cardíaca. A experiência demonstrou que: ao estimular determinado nervo (A) do coração 1, ocorre uma forte inibição das contrações cardíacas espontâneas daquele coração; ao perfundir o coração 2 com o líquido efluente do coração 1, ocorre, no segundo coração, o mesmo efeito inibidor. Analise a figura abaixo e as afirmações correspondentes.



0-0) O nervo estimulado (A), que provocou a diminuição dos batimentos cardíacos, faz parte do Sistema Simpático, pois este tem um efeito inibidor sobre o coração.

1-1) A inibição do coração 2 pelo líquido efluente do coração 1, ocorre devido à presença de acetilcolina liberada pela estimulação do Parasimpático, no coração

2-2) A inibição do coração 2 ocorre devido à condução do impulso nervoso através do líquido (Ringer), pois este é um bom condutor elétrico.

3-3) Se o nervo estimulado fosse do Simpático, teríamos um aumento da atividade cardíaca e não uma inibição, pois este ramo do sistema nervoso autônomo tem uma ação excitatória sobre o coração.

4-4) O resultado dessa experiência demonstra que a freqüência cardíaca não depende do controle neural.

Resposta FVFVF

0-0) Falsa. O Sistema Nervoso Simpático tem efeito excitatório sobre o coração; portanto, sua estimulação aumentaria a freqüência cardíaca.

1-1) Verdadeira. A estimulação do Parassimpático libera acetilcolina como neurotransmissor, que tem um efeito inibidor e reduz a freqüência cardíaca.

2-2) Falsa. Um impulso nervoso não pode ser conduzido pelo líquido.

3-3) Verdadeira. Efetivamente, o Simpático tem uma ação excitatória sobre o coração, aumentando a freqüência cardíaca quando estimulado.

4-4) Falsa. A experiência demonstra que o controle neural do coração se dá por mediação química.


Questão 16

Observe a segmentação de dois tipos de ovos representados a seguir e analise as proposições seguintes.



0-0) A segmentação 1 é do tipo holoblástica ou total, típica de ovos com pouco vitelo (oligolécitos), que podem ser encontrados em mamíferos.

1-1) A segmentação 2 é holoblástica ou total, desigual. Nela, o zigoto tem um pólo animal e um pólo vegetativo e pode ser encontrada em anfíbios.

2-2) A segmentação 2 é típica dos ovos telolécitos, devido ao modo como o vitelo está distribuído, tendo micrômeros no pólo vegetativo, e macrômeros no pólo animal.

3-3) Ao final da segmentação 1, observamos o aparecimento de uma cavidade central que, na segmentação 2, é relativamente menor e excêntrica, características da mórula.

4-4) Os processos de segmentação 1 e 2 conduzem à formação de um disco germinativo, ou cicatrícula, que origina o embrião.

Resposta VVFFF

Justificativa

0-0) Verdadeira. Efetivamente é uma segmentação holoblástica, típica de ovos oligolécitos, que pode ser encontrada em mamíferos, além de anfioxo e equinodermos.

1-1) Verdadeira. Trata-se de segmentação holoblástica desigual que pode ser encontrada em anfíbios, além de moluscos, anelídios e alguns peixes.

2-2) Falsa. Os ovos telolécitos apresentam uma segmentação meroblástica (parcial) e não a segmentação holoblástica (total), como as ilustradas.

3-3) Falsa. O aparecimento da cavidade cheia de líquido (blastocele) ocorre na fase denominada blástula.

4-4) Falsa. O aparecimento de disco germinativo ocorre na segmentação meroblástica (parcial), que aparece em aves,
répteis e certos peixes.



 
 8 de Dezembro de 2008

Prova de Matemática - 2ª Fase Covest 2009

Resolução da Prova de Matemática
































 
 8 de Dezembro de 2008

Prova Geografia - 2ª Fase Covest 2009

Resolução da Prova de Geografia

Comentário Geral
Professores: Anderson Leineker e Ronaldo Lima

De maneira geral, a prova pode ser classificada como mediana, em referência ao grau de dificuldade das questões. No sentido da distribuição das frentes (Humana e Física), mostrou-se bem equilibrada, pois foram abordados assuntos como: economia pernambucana e brasileira, agropecuária, urbanização, movimentos da Terra, climatologia, solos, ecologia (impacto ambientais), geopolítica, economia dos EUA.

A questão abaixo destaca-se por abordar a economia de Pernambuco:

QUESTÃO DESTAQUE:

01. A economia de Pernambuco continua apresentando resultados bastante positivos. A expectativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2008, segundo a Agência Estadual de Planejamento e Pesquisa (Condepe/Fidem), deve se situar em torno de 6% a 7%. Com base nesse enunciado, analise as alternativas abaixo.

0-0) O comportamento favorável das lavouras temporárias e das lavouras permanentes, destacando-se, a produção da cana-de-açúcar, do feijão, do milho e da mandioca, repercute no crescimento da agropecuária.
1-1) O crescimento da construção civil, através da ação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal, acompanhado pelo desempenho favorável da indústria de transformação, têm rebatimento no desenvolvimento da indústria pernambucana.
2-2) A formação bruta de capital fixo (investimentos em máquinas e equipamentos) e a evolução do consumo das famílias vêm sinalizando expectativas mais favoráveis à expansão da economia pernambucana, em 2008.
3-3) No setor terciário, o comércio é destaque na contribuição do crescimento desse segmento, em 2008.
4-4) A evolução positiva na massa de rendimento dos ocupados no mercado de trabalho e a expansão nominal do crédito favorecem o crescimento da economia de Pernambuco.

Comentário:
A questão abarcou o cenário da evolução da economia do estado pernambucano, no qual destacou a evolução do mercado local, com o desenvolvimento do terciário e as obras do PAC-federal.

Gabarito: VVVVV


Contexto:

De uma maneira geral, a prova da UFPE apresentou uma distribuição igualitária quanto às frentes HUMANA (econômica, agropecuária, geopolítica, urbanização) e FÍSICA (movimentos da Terra, climatologia, solos, hidrografia, ecologia – impactos ambientais –, tectônica de placas). O grau de dificuldade da prova pode ser considerado médio.
































 
 8 de Dezembro de 2008

Prova de Literatura 2ª Fase - Covest 2009

Resolução da prova de Literatura

COMENTÁRIO GERAL

2ª FASE FEDERAL – 2º DIA – LITERATURA
Professores: Graça Migliorine e Bianca Campello


Parabenizamos a Banca pela belíssima prova deste ano. Embora a quantidade de textos dificulte um pouco sua resolução, por torná-la cansativa, este fato não ofusca a beleza da prova, especialmente nas questões da primeira metade (de 01 a 08), as quais exploram leituras intertextuais. Mais do que examinar os conhecimentos aprendidos pelo candidato, a Covest permitiu aos Feras aprender com a prova.
Alguns ajustes, entretanto, precisam ainda ser feitos. Pedimos à Banca para tomar mais cuidado com a formulação de proposições ambíguas e generalizadoras, como o item (1–1) da questão 08, para evitar a subjetividade de certas interpretações (como a da proposição (2 – 2) da questão 14).
Lembramos que o candidato, em geral, é um aluno recém-saído do Ensino Médio, para quem certas interpretações da crítica são tão desafiadoras quanto a própria literária.
Solicitamos, por fim, que a Banca observe com mais atenção o gabarito referente à proposição (3 – 3) da questão 07. Considerando que a obra de arte abre-se a um grande leque de interpretações possíveis, entendemos que a análise no item (3 – 3) é perfeitamente aceitável, sem invalidar a proposição seguinte.



LITERATURA
01. O período das grandes navegações constituiu o apogeu da história de Portugal, e ofereceu matéria para alguns dos maiores textos literários da língua portuguesa, como Os Lusíadas, de Camões e Mensagem, de Fernando Pessoa. Considere os poemas abaixo e analise as proposições a seguir.

Texto 1
A gente da cidade, aquele dia,
(Uns por amigos, outros por parentes,
Outros por ver somente) concorria,
Saudosos na vista e descontentes.
E nós, com a virtuosa companhia
De mil religiosos diligentes,
Em procissão solene, a Deus orando,
Para os batéis viemos caminhando.
Em tão longo caminho e duvidoso
Por perdidos as gentes nos julgavam.
As mulheres com choro piedoso,
Os homens com suspiros que arrancavam.
Mães, esposas, irmãs, que o temeroso
Amor mais desconfia, acrescentavam
A desesperação e frio medo
De já nos não tornar a ver tão cedo.
Os Lusíadas, Camões.

Texto 2
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Mensagem, Fernando Pessoa

0-0) Fernando Pessoa, a exemplo do que fez Camões nos versos apresentados acima, alude à história do Descobrimento do Brasil por PedroÁlvares Cabral.
1-1) Em seu livro Mensagem, como mostra o fragmento acima, Fernando Pessoa, poeta do século XX, faz uma releitura de Os Lusíadas, refletindo alguns temas do épico camoniano.
2-2) Em ambos os poemas apresentados, os autores descrevem o sofrimento e as perdas para a população comum, das grandes navegações portuguesas no século XVI.
3-3) A independência das colônias trouxe para Portugal a perda dos territórios e das riquezas arduamente conquistados, além de inúmeros problemas sociais advindos do período da colonização. Ciente disso, Fernando Pessoa, no trecho citado, condena duramente as grandes navegações exaltadas em Os Lusíadas.
4-4) Em ambos os textos, a descrição do custo social das navegações portuguesas serve para enaltecer a coragem e a grandeza do povo português.

Resposta: FVVFV
Justificativa:
0-FALSO - Os Lusíadas narra a descoberta do caminho marítimo para as Índias pelo navegador Vasco da Gama;
1- VERDADEIRO
2-VERDADEIRO
3-FALSO - Com sua famosa frase “Tudo vale a pena se a alma não é pequena”, Pessoa defende aspectos positivos das grandes navegações, como a ampliação da consciência humana e a aproximação de continentes e povos até então desconhecidos;
4-VERDADEIRO



02. O Velho do Restelo é uma voz emblemática na literatura portuguesa, que continua a influenciar os escritores modernos, como José Saramago. Leia o poema “Fala do Velho do Restelo ao Astronauta”, e analise as proposições a seguir.

Texto 1
Mas um velho, de aspecto venerando,
Que ficava nas praias, entre a gente,
Postos em nós os olhos, meneando
Três vezes a cabeça, descontente,
A voz pesada um pouco alevantando,
Que nós no mar ouvimos claramente,
Com saber só de experiências feito,
Tais palavras tirou do experto peito:
(...)
A que novos desastres determinas
De levar estes Reinos e esta gente?
Que perigos, que mortes lhe destinas,
Debaixo dalgum nome proeminente?
Que promessas de reinos e de minas
De ouro, que lhe farás tão facilmente?
Que famas lhe prometerás? Que histórias?
Que triunfos? Que palmas? Que vitórias?
Camões, Os Lusíadas (Fala do Velho do Restelo)

Texto 2.
Aqui, na Terra, a fome continua,
A miséria, o luto, e outra vez a fome.
Acendemos cigarros em fogos de napalme
E dizemos amor sem saber o que seja.
Mas fizemos de ti a prova da riqueza,
E também da pobreza, e da fome outra vez.
E pusemos em ti sei lá bem que desejo
De mais alto que nós, e melhor e mais puro.
No jornal, de olhos tensos, soletramos
As vertigens do espaço e maravilhas:
Oceanos salgados que circundam
Ilhas mortas de sede, onde não chove.
Mas o mundo, astronauta, é boa mesa
Onde come, brincando, só a fome,
Só a fome, astronauta, só a fome,
E são brinquedos as bombas de napalme.
(José Saramago, Fala do Velho do Restelo ao Astronauta)

0-0) Um dos aspectos mais relevantes da obra de Saramago é a tentativa de reinterpretar o passado usando temas históricos, como no poema apresentado acima.
1-1) Falando ao astronauta como falou o Velho do Restelo ao navegador português, Saramago utiliza um recurso literário semelhante ao de Camões em seu épico.
2-2) Em seu poema, Saramago enaltece as viagens espaciais na modernidade, assim como Camões enaltecia as viagens marítimas em seu tempo.
3-3) As vozes do Velho do Restelo e de Saramago mostram que os imperialismos, seja no século XVI, seja no século XX, ocultam uma visão de mundo sectária e bélica, causadora de grandes sofrimentos.
4-4) Pelo exposto no poema de Saramago, pode-se deduzir que ele reconhece a relevância das conquistas espaciais.para a modernidade. Certamente, Saramago concordaria com os
versos de Pessoa: “Tudo vale a pena, se a
alma não é pequena”.

Resposta: VVFVF
Justificativa:
0-VERDADEIRO
1-VERDADEIRO
2-FALSO - Saramago critica o alto investimento nas viagens espaciais quando há tanta pobreza no mundo;
3-VERDADEIRO
4-FALSO - Nada no poema de Saramago faz crer na defesa da validade nas viagens espaciais, que são duramente criticadas.



03. Analise as dedicatórias de Machado de Assis e de Clarice Lispector, postas em seus romances, e analise as proposições a seguir.

Texto 1
“Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver, dedico com saudosa lembrança estas memórias póstumas.”
Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas

Texto 2
”Pois que dedico esta coisa aí ao antigo Schumann e sua doce Clara que são hoje ossos, ai de nós. Dedico-me à saudade de minha antiga pobreza, quando tudo era mais sóbrio e digno e eu nunca havia comido lagosta. Dedicome à tempestade de Beethoven. À vibração das cores neutras de Bach. A Chopin que me amolece os ossos. A Stravinsky que me espantou e com quem voei em fogo. Sobretudo dedico-me às vésperas de hoje e a hoje, ao transparente véu de Debussy, a Marlos Nobre, a Prokofiev, a Carl Orff, a Schönberg, aos dodecafônicos, aos gritos rascantes dos eletrônicos – a todos esses que em mim atingiram zonas assustadoramente inesperadas, todos esses profetas do presente e que a mim me vaticinaram a mim mesmo”.
Clarice Lispector, A hora da estrela

0-0) Ao dedicar seu texto a um verme, o narrador de Machado de Assis despe-se da vaidade intelectual, refletindo com ironia sobre a finitude do ser humano e de suas produções.
1-1) Ao utilizar a expressão “esta coisa aí”, o narrador de Clarice Lispector também revela desprendimento pela obra que escreveu.
2-2) Ao contrário do narrador de Machado, o de Clarice dedica sua obra a Beethoven, Bach, Chopin: escritores clássicos da literatura universal, os quais admira pela influência que exerceram em sua formação.
3-3) A personagem Macabéa, de A hora da estrela, apesar de muito pobre e ignorante, mostra sensibilidade artística, chorando ao ouvir a música Una furtiva lacrima no rádio-relógio.
4-4) Dedicando-se à “saudade de sua antiga pobreza”, o narrador de Clarice valoriza a riqueza inusitada que descobre na sobriedade e dignidade de seus personagens.

Resposta: VVFVV
Justificativa:
0-VERDADEIRO
1-VERDADEIRO
2-FALSO - O narrador de Clarice dedica sua obra a grandes compositores musicais;
3- VERDADEIRO
4- VERDADEIRO




04.
Osman Lins tinha grande admiração pelo escritor Afonso Henriques de Lima Barreto, cuja obra estudou em sua tese de doutorado. No romance A rainha dos cárceres da Grécia, cria uma personagem chamada Julia Enone, que escreve um livro sobre Maria de França, nordestina pobre e doente mental, que tenta obter uma pensão do INPS. Leia o texto de Julia Enone, a seguir, e analise as proposições.
Texto 1
“Santo Afonso Henriques! Fazei de mim uma escritora. Mas só isto. Nada de festivais, de júris em concursos (de beleza ou literários), de cargos em repartições chamadas culturais, de capelas, de frases de espírito. Livrai-me do fascínio que tantos dos nossos autores, hoje, têm pelo convívio com os ricos, pela adoção obrigatória de livros seus na área estudantil, pelas viagens com passagem e hotel pagos. Fazei-me orgulhosa da minha condição de pária e severa no meu obscuro trabalho de escrever.”
Osman Lins, A rainha dos cárceres da Grécia
0-0) O texto de Julia Enone homenageia Lima Barreto, evocando-o como um “santo” devido a sua integridade como escritor.
1-1) Assim como a personagem Maria de França, Lima Barreto teve uma vida atribulada por problemas mentais.
2-2) Algumas obras importantes para a literatura brasileira, como O Fiel e a Pedra e Avalovara foram escritas por Lima Barreto.
3-3) Policarpo Quaresma, um dos personagens mais conhecidos de Lima Barreto, é considerado na história como louco devido a seu idealismo patriótico.
4-4) A exemplo de Maria de França, os personagens de Osman Lins, em seus contos, costumam ser pessoas simples do povo, flagradas em instantâneos do cotidiano repletos de tensão e opressão.

Resposta: VVFVV
Justificativa:
0- VERDADEIRO
1- VERDADEIRO
2-FALSO - Lima Barreto não escreveu essas obras, que são da autoria de Osman Lins;
3- VERDADEIRO
4-VERDADEIRO.



05.
O espelho é um tema sedutor para a literatura, sendo trabalhado pelos mais diversos autores. Leia os textos e analise as proposições a seguir.


Texto 1
Olhei o espelho e recuei. O próprio vidro parecia conjurado com o resto do universo; não me estampou a figura nítida e inteira, mas vaga, esfumada, difusa, sombra de sombra. Então tive medo; atribuí o fenômeno à excitação nervosa em que andava; receei ficar mais tempo e enlouquecer. Subitamente por uma inspiração inexplicável, lembrou-me vestir a farda de alferes. Vesti-a, aprontei-me de todo; e, como estava defronte do espelho, levantei os olhos, e... não lhes digo nada; o vidro reproduziu então a figura integral; nenhuma linha de menos, nenhum contorno diverso; era eu mesmo, o alferes, que achava, enfim, a alma exterior.
Machado de Assis, O espelho

Texto 2
- Então, disse Dumbledore, você descobriu os prazeres do Espelho de Ojesed. Mas espero que tenha percebido o que ele faz? – Bom, ele mostra a minha família, respondeu Harry. – E mostrou seu amigo Rony como chefe dos monitores, disse Dumbledore, perguntando: - Você pode concluir o que é que esse espelho mostra a nós todos? Harry sacudiu negativamente a cabeça. – Ele nos mostra nada mais nada menos do que o desejo mais íntimo, mais desesperado de nossos corações. Só o homem mais feliz do mundo poderia usar o Espelho de Ojesed como um espelho normal, ou seja, ele olharia e se veria exatamente como é.
J.K.Rowling, Harry Potter e a Pedra Filosofal

0-0) Pode-se dizer que o espelho do conto de Machado funciona como o “Espelho de Ojesed” do livro de Rowling, ao refletir o desejo mais íntimo do personagem que nele se contempla.
1-1) Os espelhos nessas obras revelam que tanto o personagem de Machado, ao se reconhecer na farda de um “alferes”, quanto Rony, ao se reconhecer como “chefe dos monitores”, dão mais valor aos cargos do que a si mesmos.
2-2) Pelo exposto em ambos os textos, deduz-se que os personagens dessas histórias são as pessoas mais felizes do mundo.
3-3) Baseando-se na verossimilhança entre o real e o ficcional, o Realismo procurava apresentar a literatura como um espelho da realidade.
4-4) No conto O espelho, Machado de Assis rompe com alguns princípios da escola realista quando evoca o universo da fantasia.

Resposta: VVFVV
Justificativa:
0- VERDADEIRO;
1- VERDADEIRO;
2-FALSO - Como os personagens de ambos os contos não se vêem como são, mas como se imaginam ou desejam ser, deduz-se que eles não são as pessoas mais felizes do mundo;
3- VERDADEIRO;
4-VERDADEIRO- O conto O espelho foge aos princípios estritamente pragmáticos da escola realista.



06.
Em Primeiras Estórias, Guimarães Rosa publica 21 contos. O conto de número 11 intitula-se O espelho. Leia o texto e analise as proposições a seguir.

Texto 1
Desde aí, comecei a procurar-me – ao eu por detrás de mim à tona dos espelhos, em sua lisa, funda lâmina, em seu lume frio. Isso, que se saiba, antes ninguém tentara. Quem se olha em espelho, o faz partindo de preconceito afetivo, de um mais ou menos falaz pressuposto: ninguém se acha na verdade feio; quando muito, desgostamo-nos por provisoriamente discrepantes de um ideal estético já aceito. Sou claro? O que se busca, então, é verificar, acertar, trabalhar um modelo subjetivo, pré-existente; enfim, ampliar o ilusório mediante sucessivas novas capas de ilusão. Eu, porém, era um perquiridor imparcial, neutro. O caçador de meu próprio aspecto formal, movido por curiosidade.
João Guimarães Rosa, Primeiras Estórias

0-0) Guimarães Rosa divide de maneira especular a sua coletânea de contos, pondo no lugar central O espelho.
1-1) No conto O espelho, predomina o aspecto esotérico e misterioso da narrativa.
2-2) O espelho foge à regra da maioria dos contos deste livro, que elaboram retratos da pobreza, exclusão e abandono a que estão entregues os personagens, em geral sertanejos.
3-3) Neste conto, Guimarães Rosa afirma concordar com as pessoas que buscam reconhecer suas imagens no espelho a partir de modelos prévios, já estabelecidos.
4-4) Neste conto, Guimarães Rosa afirma buscar um estilo próprio, ainda que discrepante do ideal estético dominante. Por isso, a reflexão posta em O espelho também reflete a proposta inovadora do autor com a obra.

Resposta: VVVFV
Justificativa:
0- VERDADEIRO;
1- VERDADEIRO;
2- VERDADEIRO;
3-FALSO - Rosa afirma ser “caçador de seu próprio aspecto formal, movido por curiosidade”;
4- VERDADEIRO.



07.

A história da literatura mostra como os movimentos estéticos que se sucedem no tempo dialogam entre si, seja condenando modelos anteriores, seja resgatando-os com novas propostas. Leia os textos e analise as proposições.

Texto 1
Esta de áureos relevos, trabalhada
De divas mãos, brilhante copa, um dia,
Já de aos deuses servir como cansada,
Vinda do Olimpo, a um novo deus servia.
Era o poeta de Teos que a suspendia
Então, e, ora repleta ora esvasada,
A taça amiga aos dedos seus tinia,
Toda de roxas pétalas colmada.
Depois... mas o lavor da taça admira,
Toca-a, e do ouvido aproximando-a, às bordas
Finas hás de lhe ouvir, canora e doce,
Ignota voz, qual se da antiga lira
Fosse a encantada música das cordas,
Qual se essa voz de Anacreonte fosse.
Alberto de Oliveira, Vaso Grego

Texto 2.

Avelino de Araújo, Apartheid Soneto

0-0) O Texto 2 reproduz a estrutura do soneto, que é uma forma poética fixa, composta por catorze versos dispostos em dois quartetos e dois tercetos.
1-1) Alberto de Oliveira encarnou a concepção de arte preconizada pelo Parnasianismo: rigor formal e identificação da poesia com temas clássicos.
2-2) O Modernismo questionou os princípios da arte parnasiana; mas os concretistas chegaram a radicalizar a idéia de poesia, abdicando às vezes da palavra, como no poema de Avelino de Araújo.
3-3) O poema de Avelino de Araújo tem um caráter eminentemente social, revelado pelo uso do termo “Apartheid” no título – que designa um regime vigente na África, segundo o qual os brancos detinham o poder e os povos restantes eram obrigados a viver separadamente.
4-4) O título “Apartheid Soneto”, associado a uma imagem que lembra uma cerca de arame farpado cujos fios se organizam em dois quartetos e dois tercetos, comunica, visualmente, o repúdio dos concretistas pelo aprisionamento do verso segundo convenções impostas, segregando a liberdade criativa.

Resposta: VVVFV
Justificativa:
0- VERDADEIRO;
1- VERDADEIRO;
2- VERDADEIRO;
3-FALSO - O poema “Apartheid Soneto” tem uma função mais metalingüística do que de denúncia social;
4- VERDADEIRO.



08. Em seu estudo sobre as funções da linguagem, Roman Jakobson entende por “função metalingüística” um enunciado mediante o qual o destinatário oferece ou solicita informação sobre o código. Quando a linguagem é empregada para falar da linguagem em si (código), estabelece-se uma comunicação metalingüística. A partir dessa informação, leia os textos abaixo e analise as proposições que se seguem.

Texto 1
Catar feijão se limita com escrever:
Jogam-se os grãos na água do alguidar
E as palavras na folha de papel;
e depois, joga-se fora o que boiar.
Certo, toda palavra boiará no papel,
água congelada, por chumbo seu verbo:
pois para catar esse feijão, soprar nele,
e jogar fora o leve e oco, palha e eco.
Ora, nesse catar feijão entra um risco:
o de que entre os grãos pesados entre
um grão qualquer, pedra ou indigesto,
um grão imastigável, de quebrar dente.
Certo não, quando ao catar palavras:
a pedra dá à frase seu grão mais vivo:
obstrui a leitura fluviante, flutual,
açula a atenção, isca-a como o risco.
João Cabral de Melo Neto, Catar feijão.

Texto 2
Não faças versos sobre acontecimentos.
Não há criação nem morte perante a poesia.
Diante dela, a vida é um sol estático,
não aquece nem ilumina.
As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não contam.
Não faças poesia com o corpo,
esse excelente, completo e confortável corpo, tão infenso à efusão lírica.
Tua gota de bile, tua careta de gozo ou dor no escuro são indiferentes.
Não me reveles teus sentimentos,
que se prevalecem de equívoco e tentam a longa viagem.
O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia.
Carlos Drummond de Andrade, Procura da poesia.

0-0) Quando o escritor discute o fazer poético no âmbito do próprio poema, ele está usando a metalinguagem, como fez o autor do Texto 1.
1-1) A metalinguagem em poesia quebra o efeito sentimental caro ao estilo romântico, como mostra o poema de Drummond.
2-2) Em ambos os textos, a metalinguagem presta-se a conscientizar o leitor sobre os procedimentos de criação textual.
3-3) Cabral aproxima a criação poética do ato de catar feijão por acreditar que o poema deve ser “limpo”, sem nenhum elemento que dificulte o fluxo automático da leitura.
4-4) Em Procura da poesia, Drummond aproxima-se de uma definição da poesia pela afirmação de suas características.

Resposta: VVVFF
Justificativa:
Resposta: 0-V; 1-V; 2-V; 3-F (Cabral acredita que “a pedra dá à palavra seu grão mais vivo”: ou seja, é algo desejável num poema embora indesejável na feijoada); 4-F (Drummond tenta definir a poesia por uma série de negações, e não de afirmações a seu respeito).



09. O Auto da compadecida (1955), de Ariano Suassuna, que teve sua primeira encenação em 1956, no Teatro Santa Isabel (Recife), é um dos marcos do moderno teatro brasileiro. Com esta obra, consolidase o que a crítica dos anos de 1950 e 1960 denominava de o “Teatro do Nordeste”. Acerca dessa obra, analise as proposições abaixo.
0-0) João Grilo se inscreve no que podemos definir, dentro da tradição literária, como um personagem picaresco.
1-1) O Diabo é comparado por a Compadecida com um fariseu, por se apegar às formas exteriores.
2-2) A peça de Suassuna retoma o “maravilhoso divino”, muito presente tanto na literatura de cordel quanto na literatura cristã medieval.
3-3) A obra se desenvolve no sertão de Pernambuco, mais particularmente na cidade de Bodocó, nos primeiros anos do século XX.
4-4) Ariano, para compor sua peça, se valeu, dentre outras obras, do auto popular O Castigo da soberba e dos romances populares O Enterro do cachorro e a História do cavalo que defecava dinheiro.

Resposta
Justificativa:
0-0) Verdadeiro: o personagem picaresco é aquele que usa da sua aparente ingenuidade para enganar os outros e se dar bem na vida.
1-1) Verdadeiro: é a Compadecida que compara o Diabo a um fariseu.
2-2) Verdadeiro: o maravilhoso se dá pela intervenção de um deus sobre o destino dos homens; no caso, Jesus e a Compadecida.
3-3) Falso: a obra se passa em Taperoá, na Paraíba, e não em Pernambuco.
4-4) Verdadeiro: as obras aludidas são confirmadas pelo autor na própria obra.


10.
Se no Brasil o discurso nacionalista romântico tem na literatura uma referência, vamos encontrá-la na obra de José de Alencar, a qual se constrói dentro do princípio de alteridade nacional, que tomava a cor local, a nacionalidade do escritor e o uso da “língua brasileira” como bases para se definir uma literatura brasileira, autônoma. Leia os textos abaixo e analise as proposições a seguir.

Texto 1
O povo que chupa o caju, a manga, o cambucá e a jabuticaba, pode falar uma língua com igual pronúncia e o mesmo espírito do povo que sorve o figo, a pêra, o damasco e a nêspera?
Sonhos d’ouro, José de Alencar.

Texto 2
Há também uma parte da poesia que, justamente preocupada com a cor local, cai muitas vezes numa funesta ilusão. Um poeta não é nacional só porque insere nos seus versos muitos nomes de flores ou aves do país, o que pode dar uma nacionalidade de vocabulário e nada mais.
Instinto de nacionalidade, Machado de Assis.

0-0) Os projetos literários de Alencar e Machado são distintos, não obstante partirem do mesmo princípio nacionalista quanto ao cultivo da cor local.
1-1) Apesar de sua crítica aos “muitos nomes de flores ou aves do país”, Machado também escreveu poemas indigenistas.
2-2) Alencar defendia uma literatura que refletisse a sintaxe do português brasileiro mais que a sintaxe do português europeu.
3-3) A paisagem tropical é um elemento presente tanto nos romances indigenistas quanto nos romances de costumes de Alencar.
4-4) A obra de Alencar busca considerar as distintas fases da história brasileira e, principalmente, retratar as várias regiões do Brasil.

Resposta:
Justificativa:
0-0) Falso: Machado não tinha a cor local como princípio da literatura brasileira.
1-1) Verdadeiro: Machado escreveu Americanas em 1875.
2-2) Verdadeiro: Alencar foi o mais ardoroso defensor do que ele chama de “língua brasileira”.
3-3) Verdadeiro: a paisagem tropical é o pano de fundo das obras de Alencar, é o seu ponto de alteridade com as demais literaturas nacionais.
4-4) Verdadeiro: Alencar escreveu não somente sobre a Corte, mas também sobre o passado brasileiro e sobre suas várias regiões: o Brasil do século XVI, Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Sul.




11. A paródia foi cultivada por vários poetas e romancistas do modernismo brasileiro. Foi por meio da paródia que os modernistas puderam firmar suas inovações no campo da linguagem e construir um discurso distinto das escolas literárias que os antecederam. Considere os poemas abaixo e analise as proposições a seguir.
Texto 1
A vez primeira que eu fitei Teresa,
Como as plantas que arrasta a correnteza,
A valsa nos levou nos giros seus
E amamos juntos E depois na sala
"Adeus" eu disse-lhe a tremer co'a fala
E ela, corando, murmurou-me: "adeus."
Uma noite entreabriu-se um reposteiro. . .
E da alcova saía um cavaleiro
Inda beijando uma mulher sem véus
Era eu Era a pálida Teresa!
"Adeus" lhe disse conservando-a presa
E ela entre beijos murmurou-me: "adeus!"
Passaram tempos sec'los de delírio
Prazeres divinais gozos do Empíreo
... Mas um dia volvi aos lares meus.
Partindo eu disse - "Voltarei! descansa!. . . "
Ela, chorando mais que uma criança,
Ela em soluços murmurou-me: "adeus!"
Quando voltei era o palácio em festa!
E a voz d'Ela e de um homem lá na orquestra
Preenchiam de amor o azul dos céus.
Entrei! Ela me olhou branca surpresa!
Foi a última vez que eu vi Teresa!
E ela arquejando murmurou-me: "adeus!"
O "adeus" de Teresa, Castro Alves

Texto 2
A primeira vez que vi Teresa
Achei que ela tinha pernas estúpidas
Achei também que a cara parecia uma perna
Quando vi Teresa de novo
Achei que os olhos eram muito mais velhos que o resto do corpo
(Os olhos nasceram e ficaram dez anos esperando que o resto do corpo nascesse)
Da terceira vez não vi mais nada
Os céus se misturaram com a terra
E o espírito de Deus voltou a se mover sobre a face das águas.
Teresa, Manuel Bandeira

0-0) Castro Alves se vale de uma linguagem formal, pouco corrente, para cantar o amor que perdera.
1-1) Bandeira usa palavras coloquiais para falar das suas impressões sobre Teresa.
2-2) Bandeira, na última estrofe do poema, compara seu alumbramento com a imagem bíblica da criação.
3-3) O último “adeus” de Teresa provoca consolo e alegria no poeta, além de uma certa sensação de ele e sua amada envelhecerem.
4-4) A ambiência de sonho e de fantasia revela, no poema de Castro Alves, as relações amorosas do poeta com a sua amada.

Resposta: VVVFV
Justificativa:
0-0) Verdadeiro: a linguagem de Castro Alves não somente é formal como pouco elevada.
1-1) Verdadeiro: Bandeira não se vale de palavras eruditas para compor seu poema.
2-2) Verdadeiro: “o espírito de deus se move sobre as águas" é um verso que está numa relação intertextual com passagem do Gênesis.
3-3) Falso: o poema não fala da velhice do narrador-poeta, e sim dos desencontros.
4-4) Verdadeiro: o poema de Castro Alves caminha entre o sonho e a fantasia.



12. Primeiro grande poeta depois da fase heróica do modernismo da década de 1920, Carlos Drummond de Andrade constrói uma poesia muito peculiar, que caminha entre a realidade concreta das coisas e a atividade lúdica da razão. A partir da leitura do texto abaixo, analise as proposições a seguir.

Texto 1
Casas entre bananeiras
mulheres entre laranjeiras
pomar amor cantar.
Um homem vai devagar.
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar.
Devagar... as janelas olham.
Eta vida besta, meu Deus.
Cidadezinha qualquer, Carlos Drummond de Andrade

0-0) Neste poema encontramos um Drummond antiretórico, coloquial, prosaico e irônico.
1-1) O poeta se vale do ambiente idílico, tão decantado pelos românticos, para firmar sua urbanidade.
2-2) Drummond contrapõe implicitamente dois brasis: o rural, que tem o tempo em suspenso, e o da cidade, com sua agitação.
3-3) O elemento surpresa, o desnorteamento, é uma das principais características do poema “Cidadezinha qualquer”.
4-4) Assim como fizeram os árcades, Drummond se revela condescendente com a realidade campestre.

Resposta: VVVVF
Justificativa:
0-0) Verdadeiro: o poeta não só é anti-retórico, coloquial, prosaico e irônico, como reproduz o falar caipira do interior.
1-1) Verdadeiro: ao dizer que a vida no mundo rural é besta, Drummond, em contrapartida, está dizendo que bom é o mundo urbano com sua vida agitada.
2-2) Verdadeiro: de fato, o mundo rural aqui é visto como o lugar onde o tempo parou. O inverso seria o universo urbano.
3-3) Verdadeiro: o elemento surpresa se revela no último verso. Quando acreditamos que o poeta vai louvar o mundo simples, ele o denuncia como uma vida besta, sem sentido.
4-4) Falso: o poema se opõe aos que vêem a vida provinciana como algo superior à urbana.


13. Considerado por muitos críticos como “o papa do Modernismo brasileiro”, Mário de Andrade foi responsável por muitas das linhas programáticas que terminaram por caracterizar a literatura e as artes do século XX, no Brasil. Acerca desse autor e do Modernismo, analise as proposições abaixo.
0-0) Mário de Andrade defendia o direito permanente, por parte dos artistas, à pesquisa estética.
1-1) O Modernismo buscava atualizar a inteligência artística e literária brasileiras.
2-2) Tanto na sua poesia quanto na sua prosa, Mário se vale de outros textos para construir o seu. Por exemplo, o início de Macunaíma é uma paródia ao romance Iracema, de Alencar.
3-3) A ironia e a paródia, na obra poética de Mário de Andrade, cedem lugar à retórica e à metrificação.
4-4) Graças a sua versatilidade como escritor, Mario de Andrade constrói uma obra eminentemente interdisciplinar, que se revela pela presença do folclore, das artes plásticas e da música.

Resposta:VVVFV
Justificativa:
0-0) Verdadeiro: tese defendida por Mário na sua conferência "O movimento modernista".
1-1) Verdadeiro: tese também defendida por Mário em "O movimento modernista”.
2-2) Verdadeiro: tanto na sua poesia quanto na sua prosa, a exemplo de Macunaíma, Mário se vale de outros textos para construir o seu.
3-3) Falso: ao coloquialismo sim, mas não à retórica. Os modernistas são radicalmente anti-retóricos. Daí a crítica aos parnasianos e a Rui Barbosa.
4-4) Verdadeiro: De fato, a obra de Mário inclui elementos do folclore, das artes e da música.



14.
Definindo-se como um poeta antilírico, João Cabral de Melo Neto constrói uma obra poética que se firma por ser um divisor de águas na história da poesia de língua portuguesa no século XX. Perseguindo um rigor métrico, a poesia de João Cabral termina por construir um outro rigor: o semântico. Leia os textos abaixo e analise as proposições que se lhes seguem.

Texto 1
O rio ora lembrava
A língua mansa de um cão,
Ora o ventre triste de um cão,
Ora o outro rio
E aquoso pano sujo
Dos olhos de um cão.
Aquele rio
Era como um cão sem plumas.
Nada sabia da chuva azul,
Da fonte cor-de-rosa,
Da água do corpo de água,
Da água de cântaro,
Dos peixes de água,
Da brisa na água.
[...]
O cão sem plumas, João Cabral de Melo Neto.

Texto 2
O mar e os rios do Recife
São touros de índole distinta:
O mar estoura no arrecife,
O rio é um touro que rumina.
Quando o touro mar bate forte
Nele há o medo de não ficar,
De ter saído, de estar fora,
De quem se recusa a ser mar.
E há no outro touro, o rio,
Entre mangues, remansamente,
Mil manhas para não partir:
Anda e desanda ainda sempre
Mas se são distintos na ação,
Mesma é a razão de seu atuar:
Tentam continuar a ser da água
De aquém do arrecife, antemar.
[...]
As águas do Recife, João Cabral de Melo Neto.

0-0) O cão sem plumas é uma alegoria do rio Capibaribe, sendo que o substantivo feminino “pluma” é aqui tomado como uma metáfora dos pêlos do cão.
1-1) As águas do Recife trata da relação entre o mar e os rios que cortam a cidade do Recife e da submissão destes ao mar que, como o touro mais forte, termina por vencer e subjugar todos os rios.
2-2) Em ambos os poemas apresentados acima, encontramos uma linguagem autocentrada, que se “volta às próprias coisas” como caminho para retratar, refletir e transformar a realidade.
3-3) Ao comparar o rio tanto a um cão sem plumas quanto a um touro, João Cabral cria elementos alegóricos que só se explicam dentro dos próprios poemas.
4-4) Não há, nos poemas acima, traços supérfluos e resíduos sentimentais, mas a busca da materialidade das palavras, do verso substantivo e despojado.

Resposta: FVVVV
Justificativa:
0-0) Falso: o poema não trata da vitória de um touro sobre outro, mas de uma eterna luta entre iguais.
1-1) Verdadeiro: a pluma é a metáfora do pêlo do cão.
2-2) Verdadeiro: toda a poesia de Cabral é uma poesia que fala dela mesma, uma palavra remete a outra para ser entendida. Nesse processo, Cabral fala do próprio fazer poético.
3-3) Verdadeiro: ambos os poemas só se explicam por eles mesmos. As alegorias do cão e do touro só se explicam dentro do próprio poema.
4-4) Verdadeiro: todo o poema é construído por palavras substantivas. Esse é o principal traço da poesia cabralina.



15. O adultério feminino foi um dos temas dominantes nos romances do século XIX. O Primo Basílio, de Eça de Queirós, e Dom Casmurro, de Machado de Assis, são as obras mais importantes em língua portuguesa a versar sobre o tema. Sobre esses livros, analise as proposições a seguir.
0-0) Assim como Madame Bovary, Luísa lia também muitos romances de autores românticos, o que terminou por constituir muitos dos traços da sua personalidade.
1-1) Ao longo do romance de Machado, Capitu se envolve, por meio dos seus sedutores “olhos de ressaca”, em vários casos de traição amorosa.
2-2) É no capítulo CXXXV, intitulado “Otelo”, que Machado, se valendo da intertextualidade, evoca a peça de Shakespeare para convencer o leitor da traição de Capitu.
3-3) Ao contrário de O Primo Basílio, em que tudo é muito difuso e pouco substantivo, em Dom Casmurro as relações entre Capitu e Escobar são claras e explícitas.
4-4) Apesar de toda a traição promovida por suas esposas, tanto Jorge quanto Bentinho terminam por aceitar a condição de marido traído e perdoam seus cônjuges.

Resposta: VFFFF
Justificativa:
0-0) Verdadeiro: Luíza, assim como Madame Bovary, era leitora de romances românticos.
1-1) Falso: tirante o suposto caso com Escobar, Capitu não se envolveu em nenhum outro caso de "adultério".
2-2) Falso: O capítulo "Otelo" é uma ironia de Machado para mostrar o quanto seu narrador não entendeu que o ciúme é o pior conselheiro.
3-3) Falso: até a suposta descoberta do adultério, que se dá no velório de Escobar, não há nenhum sinal no romance que revele que Capitu teria sido amante de Escobar.
4-4) Falso: nem um nem outro aceitam o adultério. No caso de Bentinho, ele desiste de matar a esposa e a envia para a Suíça, onde ela vive o resto dos seus dias e morre.


16.
O Romance Nordestino de 30 é um dos desdobramentos das idéias regionalistas, firmadas em meados da década de 1920, no Recife, por Gilberto Freyre e toda uma geração de intelectuais. Se 1922 se caracteriza por privilegiar, num primeiro momento, o estético, os Regionalistas perseguem a história e, por desdobramento, os conceitos de Tradição e Região como bases da renovação cultural. Sobre o Romance de 30, analise o que se afirma a seguir.
0-0) Os romancistas de 30 não perseguem as inovações de linguagem que foram promovidas por Mário de Andrade em Macunaíma, e por Oswald de Andrade em Serafim Ponte Grande e Memórias sentimentais de João Miramar.
1-1) O romance de 30 retoma uma concepção “tradicional” de narrar: começo, meio e fim, valendo-se de muitas das técnicas narrativas do romance oitocentista.
2-2) A obra de Graciliano Ramos se caracteriza pela precisão das palavras, ausência de ornatos e por ter como objeto exclusivamente o sertão nordestino.
3-3) A obra de Jorge Amado retrata vários aspectos da vida social e política do país: a região do cacau na Bahia, a repressão do Estado Novo e a vida urbana da cidade de São Salvador, com seus pescadores, meninos de rua e pais-desanto.
4-4) A obra de Raquel de Queiroz percorre tanto o romance quanto o teatro e a crônica. Em todos esses gêneros, encontramos a forte presença das raízes nordestinas e uma clara denúncia das injustiças sociais.

Resposta: VVFVV
Justificativa:
0-0) e 1-1) Verdadeiros: o romance de 30 retoma a narrativa realista e o romance tradicional: começo, meio e fim.
2-2) Falso: a obra de Graciliano Ramos aborda o sertão, mas também a vida urbana - a exemplo de Insônia - e sua experiência na prisão, como em Memórias do Cárcere.
3-3) Verdadeiro: são exemplos, os romances do ciclo do cacau Os Subterrâneos da Liberdade, e romances como Mar Morto e Capitães de Areia.
4-4) Verdadeiro: Raquel escreveu romances, teatro e crônicas. Aliás, é na crônica que vamos encontrar o grosso da sua produção.


 
 8 de Dezembro de 2008

Prova de Protuguês 2ª Fase - Covest 2009

Resolução da Prova de Portugês

COMENTÁRIO

2ª Fase Federal – 2º dia – PORTUGUÊS 2
Professores: Cleonice Rabelo, Liliane Lopes, Marcela Maria e Carolina Araújo

A prova de Português 2 apresentou três textos cujas temáticas dialogam a respeito da relação do indivíduo com o tempo (associado ao desenvolvimento tecnológico) e o consumismo. Houve predominância de questões de interpretação de texto e semântica, valorizando, mais uma vez, o aluno-leitor crítico e consciente dos questionamentos contemporâneos.
Também abordou aspectos lingüísticos contextualizados que destacam a funcionalidade da língua.
Mesmo assim sentimos falta de uma maior variedade de gêneros textuais, bem como da aplicabilidade deles.
De um modo geral, as questões foram acessíveis e bem elaboradas, embora a expressão “na forma mais, ou menos explícita”, na questão 08, deixou o enunciado vago, podendo levar o vestibulando a confundir-se na proposição 4-4. Isso, no entanto, não tirou o brilho da prova.
Destacamos a questão 09, que apresenta um certo grau de dificuldade, porque o candidato teria que marcar como verdadeira a proposição que não estava de acordo com o texto já que deveria identificar o principal equívoco .

Texto 2

Compro, logo existo.
Templo de culto à mercadoria, o modelo do Shopping Center, como o conhecemos hoje, nasceu nos Estados Unidos na década de 1950. São espaços privados, objetivamente planejados, para a supremacia da ação de comprar. O que se compra nesses centros, contudo, é muito mais do que mercadoria, serviços, alimentação e lazer. Compra-se distinção social, sensação de segurança e ilusão de felicidade e liberdade.
O Shopping Center é um centro de comércio que se completa com alimentação, serviços e lazer. Ali o consumidor de mercadorias se mistura com o consumidor de serviços e de diversão, sentindo-se protegido e moderno. Fugindo de aspectos negativos dos centros das cidades e da busca conjunta de soluções para eles, os Shopping Centers vendem a imagem de serem locais com uma melhor “qualidade de vida” por possuírem ruas cobertas, iluminadas, limpas e seguras: praças, fontes, bulevares recriados, cinemas e atrações prontas e relativamente fáceis de serem adquiridas – ao menos para os que podem pagar. É como se o “mundo de fora”, a vida real, não lhes dissesse respeito...
O que essa catedral das mercadorias pretende é criar um espaço urbano ideal, concentrando várias opções de consumo e consagrando-se como “ponto de encontro” para uma população seleta de seres “semiformados”, incompletos, que aceitam fenômenos historicamente construídos como se fizessem parte do curso da natureza.
O imaginário que se impõe é o da plenitude da vida pelo consumo. Nesses espaços, podemos ocupar-nos apenas dos nossos desejos – aguçados com as inúmeras possibilidades disponíveis de aquisição. Prevalece a idéia do “compro, logo existo”.
Além disso, esse mundo de sonhos que é o Shopping Center acaba reforçando nas pessoas uma visão individualista da vida, onde os valores propagados são todos relacionados às necessidades e aos desejos individuais – “eu quero, eu posso, eu compro”.

(Valquíria Padilha. A sociologia vai ao Shopping Center. Ciência Hoje, maio de 2007, p. 30-35. Adaptado.)




09. O principal equívoco para o qual a autora do Texto 2 nos alerta é aquele de que:

0-0) a realização do indivíduo existe na medida em que ele exercita seu poder de compra.
1-1) os shopping centers não oferecem total garantia de segurança pessoal.
2-2) a plenitude da vida é alcançada pelo acesso ao grande consumo.
3-3) os shopping centers, essa catedral das mercadorias, não concentram, de fato, várias opções de consumo.
4-4) nem sempre acorre aos shopping centers uma população seleta de consumidores.

Resposta: VFVFF

Justificativa:

0-0) Verdadeiro. A autora aponta exatamente a ilusão de alguns que põem no poder de compra sua possibilidade realização pessoal.
1-1) Falso. Se os shopping centers não oferecem total garantia de segurança pessoal, isso não representa um ‘equívoco’ focalizado pela autora.
2-2) Verdadeiro. De fato, é equívoco pensar que a plenitude da vida é alcançada pelo poder de consumir.
3-3) Falso. O que é afirmado nessa opção não constitui objeto de advertência da autora.
4-4) Falso. O fato de nem sempre acorrer aos shopping centers uma população seleta de consumidores não consitui o equívovo para o qual a autora nos adverte.


PORTUGUÊS
TEXTO 1
Vida digital
Dentre as muitas coisas intrigantes, poucas há tão misteriosas quanto o tempo. A ironia é que mal nos damos conta disso. Estando desde o nascimento submetidos a uma mesma noção de tempo, aceita por todos à nossa volta, tendemos a achar que ela é a única que corresponde à realidade. Causa um grande choque saber que outras culturas têm formas diferentes de perceber o tempo e de representar o curso da história. Ainda assim, acreditamos que elas estão erradas e nós, ertos. Ledo engano.
Historicamente, o tempo foi percebido de formas diferentes. Os gregos antigos tinham uma noção cíclica do tempo. Para eles, o tempo se iniciava com as prodigiosas eras de ouro e dos deuses, declinando depois, até chegar à crise final com a fraqueza e penúria da era dos homens, quando, então, se reiniciava o ciclo. Para os romanos, o tempo se enfraquecia na medida em que se afastava do mais sagrado dos eventos: a fundação de Roma. Na Idade Média, prevalecia o tempo recursivo, pelo qual os cristãos acreditavam percorrer uma via penitencial, desde a expulsão do Jardim do Éden até o retorno ao Paraíso.
Foi só com a consolidação do capitalismo, a partir do Renascimento, que passou a prevalecer uma noção de tempo quantitativo, dividido em unidades idênticas e vazias de qualquer conteúdo mítico, cujo símbolo máximo foi o relógio mecânico, com seu incansável tic-tac. Essa foi também a época em que a ciência e a técnica se tornaram preponderantes. Nesse contexto, o maior dos cientistas modernos, Sir. Isaac Newton, formalizou o conceito de tempo como sendo absoluto. Como pertencemos a esse tempo moderno, é ele que apreendemos, em casa, na escola e nos relógios ao redor. E achamos, como Newton, que ele é o único verdadeiro!
Mas o mundo moderno foi-se complicando, e esse conceito fixo e fechado se tornou cada vez menos satisfatório. De fato, o amplo conhecimento de outras culturas e as grandes transformações científicas forçaram a admitir que cada povo cria as noções de tempo que correspondam às suas formas e necessidades de vida.
O que é claro, no caso da cultura moderna, é que nossa percepção de tempo ficou coligada ao desenvolvimento tecnológico. Assim, dos moinhos de vento às caravelas, às ferrovias, aos veículos automotores, aos transatlânticos, aos aviões, ao cinema, ao rádio, e à tevê, sentimos um efeito de aceleração permanente. O último e mais dramático episódio nesta saga da aceleração foi assinalado pela Revolução da microeletrônica, a partir dos anos 70. Num repente, fomos invadidos por inúmeros prodígios técnicos: fax, bips, PCs, celulares, TVs a cabo, modems, e-mail... O aparato digital entrava em cena, em toda a sua multiplicidade de recursos.
Tudo parece convergir para tornar as comunicações mais rápidas, o trabalho mais produtivo, a vida mais fácil e para configurar uma nova concepção de tempo: um tempo extremamente célere, controlado, agora, pelo homem e suas tecnologias digitais.
(Nicolau Sevcenko. IstoÉ, Edição especial. Vida digital, 1999. Adaptado).

01. Acerca da idéia global desenvolvida no Texto 1, são pertinentes os seguintes comentários.
0-0) Fica evidente, no tratamento do tema, a mutação das concepções que, ao longo dos tempos, marca a visão de um determinado grupo.
1-1) Há uma rede de inter-relações: história, ciência, cultura, formas de linguagem, tudo converge para definir o perfil de vida do homem.
2-2) Paira sobre cada grupo social o risco do etnocentrismo cultural: nenhum outro grupo parece perceber tão bem o mundo como ele próprio.
3-3) Os conceitos que apreendemos em casa, na escola e em outros grupos sociais constituem um lastro cultural estável e irretocável.
4-4) O desenvolvimento tecnológico, sobretudo na era moderna, deixou imune os valores culturais vinculados à circulação das informações.

Resposta: VVVFF
Justificativa:
0-0) Verdadeiro. O texto reitera a idéia de que as concepções que constituem o patrimônio cultural de um povo, ao longo dos tempos, se alteram.
1-1) Verdadeiro. As representações que definem o perfil de vida do homem, em cada etapa de sua vida, são o resultado da rede de relações estabelecidas entre história, ciência, cultura e, inclusive, formas de linguagem. Somos “feitos” pelo social.
2-2) Verdadeiro. Somos todos sujeitos ao risco do etnocentrismo cultural: quase sempre interpretamos nosso modo de ver o mundo como o melhor de todos eles.
3-3) Falso. Nenhuma de nossas concepções é estável e irretocável. Nós as “revisamos” constantemente.
4-4) Falso. O desenvolvimento tecnológico, sobretudo na era moderna, atingiu também os valores culturais ligados ao universo da informação.



02. A tese defendida pelo autor – em torno da ‘noção de tempo’ que mantemos – é sustentada no Texto 1 por argumentos que se interdependem. Vejamos.
0-0) Gregos, romanos e outros povos, de qualquer época, perceberam o tempo conforme as condições da realidade em que viviam.
1-1) Todas as diferentes visões acerca do fenômeno ‘tempo’ ficaram isentas de qualquer conteúdo mítico: contava o que era real.
2-2) A ciência oferece fundamentos inquestionáveis para a definição dos conceitos, os quais adquirem, assim, o status irrevogável de ‘exatidão’.
3-3) O desenvolvimento tecnológico, em ampla expansão na cultura moderna, repercutiu na percepção do conceito atual de tempo
4-4) A percepção atual de um tempo extremamente acelerado é uma decorrência da quebra de limites propiciada pela microeletrônica.

Resposta: VFFVV
Justificativa:
0-0) Verdadeiro. Os povos, de todos os grupos, perceberam o tempo (e não só!) conforme as condições da realidade em que estavam inseridos.
0-0) Falso. Pode-se perceber um conteúdo mítico em algumas das diferentes visões acerca do fenômeno ‘tempo’: lembremos, por exemplo, a visão sustentada pelos gregos.
2-2) Falso. A ciência, por mais que procure fundamentos para as generalizações que faz, nunca pode ser considerada como inquestionável e irrevogável.
3-3) Verdadeiro. Com efeito, o conceito atual de tempo, na cultura moderna, é sensivelmente afetado pelas invenções tecnológicas: o tempo é mais rápido.
4-4) Verdadeiro. Os diferentes recursos técnicos nos dão a impressão de que o mundo é menor, as distâncias são mais curtas e tudo flui de forma bem mais acelerada.


03. A composição do Texto 1 obedeceu a alguns critérios de seqüenciação, como passamos a enumerar em seguida.
0-0) O primeiro parágrafo justifica o título do texto e já adianta dados explícitos sobre as especificidades interativas da vida digital.
1-1) Há uma seqüência histórica de informações, nos parágrafos 2, 3, 4 e 5, nos quais se traça a evolução do conceito de tempo em diferentes culturas.
2-2) Alusões ao conceito de tempo na época moderna restringem-se ao parágrafo 4, no qual são referidas grandes transformações científicas dessa época.
3-3) A vinculação entre a noção de tempo e o desenvolvimento tecnológico é o tópico do penúltimo parágrafo, que já prepara o acesso à conclusão final.
4-4) A noção de tempo é reiterada no último parágrafo, acrescida agora de uma alusão à intervenção direta do homem e da tecnologia.

Resposta: FVFVV
Justificativa:
0-0) Falso. No primeiro parágrafo o autor introduz a idéia de ‘ tempo´ mas não adianta dados sobre as especificidades da vida digital.
1-1) Verdadeiro. De fato, nos parágrafos 2, 3, 4 e 5, o autor traça uma espécie de seqüência histórica relativa à evolução do conceito de tempo em diferentes culturas.
2-2) Falso. No parágrafo 5 também são feitas alusões ao conceito de tempo na época moderna: uma percepção de tempo que ficou coligada ao desenvolvimento tecnológico.
3-3) Verdadeiro. Na verdade, o penúltimo parágrafo se desenvolve em torno da vinculação entre a noção de tempo e os avanços da tecnologia, o que funciona como “gancho” para a conclusão final do texto.
4-4) Verdadeiro. Como se diz na justificativa anterior, a noção de tempo é reiterada no último parágrafo e, quanto a isso, é feita uma referência explícita à intervenção do homem e da tecnologia.



04. Considerando os sentidos atualizados pelas palavras do Texto 1, podemos fazer as seguintes observações.
0-0) No trecho: “Dentre as muitas coisas intrigantes, poucas há tão misteriosas quanto o tempo”, as duas palavras sublinhadas funcionam como sinônimos.
1-1) No trecho: “Ledo engano”, o autor pretende caracterizar um “engano maldoso, resultante de má-fé”.
2-2) No trecho: “Na Idade Média, prevalecia o tempo recursivo”, o autor quer dizer um tempo que tende a reocorrer.
3-3) No trecho: “Essa foi também a época em que a ciência e a técnica se tornaram preponderantes”, o termo destacado equivale a “consistentes e precisas”.
4-4) No trecho: “O mais dramático episódio nesta saga da aceleração foi assinalado pela Revolução da microeletrônica”, o autor se refere à prática das narrativas lendárias.

Resposta: VFVFV
Justificativa:
0-0) Verdadeiro. De fato, as palavras ‘intrigantes’ e ‘misteriosas’ funcionam, nesse contexto, como equivalentes semanticamente.
1-1) Falso. Por “Ledo engano” o autor pretende caracterizar um ‘engano leve’ ou um ‘engano sem malícia’, ‘de boa fé’.
2-2) Verdadeiro. De fato, um tempo recursivo é um tempo que tende a voltar a ocorrer.
4-4) Falso. Algo é “preponderante” quando se destaca, quando predomina e, não, quando é “consistente ou preciso”.
4-4) Verdadeiro. A palavra ‘saga’ é, de fato, adequada para caracterizar a prática das narrativas lendárias


05. Em um texto, aparecem marcas pelas quais se pode identificar as pretensões comunicativas do autor. No Texto 1, tais marcas têm funções claras, como se observa nos comentários a seguir.
0-0) Em: ”Historicamente, o tempo foi percebido de formas diferentes”, o termo sublinhado delimita o âmbito de validade da afirmação.
1-1) Em: “Mas o mundo moderno foi-se complicando”, o autor sinaliza que vai mudar a direção de seus argumentos.
2-2) Em: “Como pertencemos a esse tempo moderno, é ele que apreendemos...”, o segmento sublinhado sinaliza que o autor está fazendo uma comparação.
3-3) Em: “O que é claro, no caso da cultura moderna, é que nossa percepção de tempo ficou coligada ao desenvolvimento tecnológico”, os segmentos sublinhados dão mais ênfase à declaração feita.
4-4) Em: “Tudo parece convergir para tornar as comunicações mais rápidas”, o termo sublinhado atenua o caráter contundente da afirmação.

Resposta: VVFVV
Justificativa:
0-0) Verdadeiro. Com o uso do advérbio ‘Historicamente’, o autor delimita o espaço em que sua afirmação pode ser considerada válida.
1-1) Verdadeiro. O sentido do conectivo ‘mas’ é de oposição e, por isso, sinaliza que a direção dos argumentos apresentados vai mudar.
2-2) Falso. O sentido aqui atualizado pela expressão ‘como’ não implica comparação. Trata-se de uma relação de causalidade.
3-3) Verdadeiro. De fato, os segmentos sublinhados são um recurso sintático de dar mais ênfase à declaração feita.
4-4) Verdadeiro. Dizer que “Tudo parece convergir” é uma forma de deixar a afirmação mais branda, menos categórica.



06.
A coesão de um texto ocorre por meio de diferentes recursos sintático-semânticos. Analise as observações feitas a seguir acerca da coesão, ou seja, da articulação entre partes do Texto 1.
0-0) A repetição da palavra tempo – que aparece do primeiro ao último parágrafo – é um sinal de que o mesmo tema se mantém ao longo do texto.
1-1) Palavras com sentidos afins (como tempo, relógio, eras, rápido etc.) criam uma associação semântica que promove no texto articulação e unidade.
2-2) Nem todos os recursos coesivos aparecem em todos os textos. Assim é que o Texto 1 é construído sem as marcas explicitas dos conectivos conjuntivos.
3-3) Ao longo do Texto 1, pronomes vão reiterando as referências ou predicações feitas previamente, como em: “Dentre as muitas coisas intrigantes, poucas há tão misteriosas quanto o tempo. A ironia é que mal nos damos conta disso.”
4-4) No começo do último parágrafo, o autor opta por deixar implícita a articulação com o parágrafo anterior: de fato, não ocorrem aí formas de reiteração.

Resposta: VVFVF
Justificativa:
0-0) Verdadeiro. A repetição de uma palavra é reconhecida na literatura lingüística como um dos recursos pelo qual se marca a concentração temática de um texto ou de um parágrafo.
1-1) Verdadeiro. Palavras semanticamente afins ou associadas concorrem para promover a necessária articulação e unidade do texto.
2-2) Falso. Ocorrem no texto em análise vários conectivos conjuntivos, tais como: ‘que’, ‘e’, ‘quando’, ‘como’, entre outros.
3-3) Verdadeiro. O pronome ‘(d)isso’ reitera ou retoma a predicação feita anteriormente: “poucas coisas há tão misteriosas quanto o tempo”.
4-4) Falso. No começo do último parágrafo, o uso do pronome ‘tudo’ funciona como um articulador, que reiotera, que retoma, que resume o que é dito anteriormente.




07. Analise o fragmento com que se inicia o Texto 1:
“Dentre as muitas coisas intrigantes, poucas há tão misteriosas quanto o tempo”. Acerca de sua composição sintática, podemos afirmar o que segue.
0-0) O verbo haver, nesse caso, é impessoal; a norma é, no sentido aqui atualizado, usá-lo sempre como impessoal.
1-1) A impessoalidade do verbo haver não se mantém quando se trata de uma locução verbal; portanto, a norma seria dizer-se: “Devem haver muitas coisas intrigantes”.
2-2) No português do Brasil, é comum o uso do verbo ‘ter’ em lugar do verbo haver; por exemplo: “Tem muitas coisas misteriosas no mundo.”
3-3) O verbo existir também é de uso muito freqüente, nesse contexto; sua concordância com o sujeito segue a norma-padrão prescrita na gramática.
4-4) Vê-se, por vezes, alguém dizer ou escrever: Houveram coisas misteriosas. Essa concordância é aceita pela norma-padrão, por tratar-se de uma exceção: o verbo principia o enunciado.

Resposta: VFVVF
Justificativa:
0-0) Verdadeiro. O verbo haver, no sentido de existir, é impessoal; a norma é, com esse sentido, usá-lo sempre como impessoal.
1-1) Falso. A impessoalidade do verbo haver, no sentido de existir, atinge também o verbo que funciona como seu auxiliar.
2-2) Verdadeiro. De fato, o uso do verbo ‘ter’ no lugar do verbo ‘haver’ é comum no português brasileiro, até mesmo em contextos formais.
3-3) Verdadeiro. O verbo existir é um verbo que recebe as flexões de pessoa e número, conforme as prescrições da norma-padrão.
4-4) Falso. O fato de o verbo haver principiar o enunciado não altera seu caráter de impessoalidade, quando usado no sentido de existir.



Texto 2
Compro, logo existo.
Templo de culto à mercadoria, o modelo do Shopping Center, como o conhecemos hoje, nasceu nos Estados Unidos na década de 1950. São espaços privados, objetivamente planejados, para a supremacia da ação de comprar. O que se compra nesses centros, contudo, é muito mais do que mercadoria, serviços, alimentação e lazer. Compra-se distinção social, sensação de segurança e ilusão de felicidade e liberdade.
O Shopping Center é um centro de comércio que se completa com alimentação, serviços e lazer. Ali o consumidor de mercadorias se mistura com o consumidor de serviços e de diversão, sentindo-se protegido e moderno. Fugindo de aspectos negativos dos centros das cidades e da busca conjunta de soluções para eles, os Shopping Centers vendem a imagem de serem locais com uma melhor “qualidade de vida” por possuírem ruas cobertas, iluminadas, limpas e seguras: praças, fontes, bulevares recriados, cinemas e atrações prontas e relativamente fáceis de serem adquiridas – ao menos para os que podem pagar. É como se o “mundo de fora”, a vida real, não lhes dissesse respeito...
O que essa catedral das mercadorias pretende é criar um espaço urbano ideal, concentrando várias opções de consumo e consagrando-se como “ponto de encontro” para uma população seleta de seres “semiformados”, incompletos, que aceitam fenômenos historicamente construídos como se fizessem parte do curso da natureza. O imaginário que se impõe é o da plenitude da vida pelo consumo. Nesses espaços, podemos ocupar-nos apenas dos nossos desejos – aguçados com as inúmeras possibilidades disponíveis de aquisição. Prevalece a idéia do “compro, logo existo”.
Além disso, esse mundo de sonhos que é o Shopping Center acaba reforçando nas pessoas uma visão individualista da vida, onde os valores propagados são todos relacionados às necessidades e aos desejos individuais – “eu quero, eu posso, eu compro”.
(Valquíria Padilha. A sociologia vai ao Shopping Center. Ciência Hoje, maio de 2007, p. 30-35. Adaptado.)

08. O Texto 2, na forma mais, ou menos explícita como aborda o tema escolhido, convoca o leitor a aceitar:
0-0) a plenitude da vida, que é garantida pela alegria de poder “consumir”.
1-1) a urgência de criação de espaços urbanos ideais, a serviço da população seleta e formada.
2-2) os riscos subjacentes ao engodo que pode existir na ligação entre ‘comprar’ e ‘ser feliz’.
3-3) os valores inerentes às funções dos centros comerciais, onde sobressai o lado solidário do homem.
4-4) a superação do individualismo e o fortalecimento da compreensão do valor da vida solidária.

Resposta: FFVFV
Justificativa:
0-0) Falso. O texto adverte explicitamente que o poder “consumir” não é garantia de plenitude de vida.
1-1) Falso. O Texto não afirma a urgência da criação de espaços urbanos ideais. Chega a dizer apenas que os Shoppings Centers parecem ser “espaços ideais”.
2-2) Verdadeiro. A autora adverte para a concepção ingênua de que o ato de ‘comprar’ assegura o estado de ‘ser feliz’.
3-3) Falso. Pelo contrário, a autora chama a atenção para o fato de que os ‘centros comerciais’ instigam o individualismo.
4-4) Verdadeiro. A autora nos convoca para a superação do individualismo e para o fortalecimento da solidariedade.



09. O principal equívoco para o qual a autora do Texto 2 nos alerta é aquele de que:
0-0) a realização do indivíduo existe na medida em que ele exercita seu poder de compra.
1-1) os shopping centers não oferecem total garantia de segurança pessoal.
2-2) a plenitude da vida é alcançada pelo acesso ao grande consumo.
3-3) os shopping centers, essa catedral das mercadorias, não concentram, de fato, várias opções de consumo.
4-4) nem sempre acorre aos shopping centers uma população seleta de consumidores.

Resposta: VFVFF
Justificativa:
0-0) Verdadeiro. A autora aponta exatamente a ilusão de alguns que põem no poder de compra sua possibilidade realização pessoal.
1-1) Falso. Se os shopping centers não oferecem total garantia de segurança pessoal, isso não representa um ‘equívoco’ focalizado pela autora.
2-2) Verdadeiro. De fato, é equívoco pensar que a plenitude da vida é alcançada pelo poder de consumir.
3-3) Falso. O que é afirmado nessa opção não constitui objeto de advertência da autora.
4-4) Falso. O fato de nem sempre acorrer aos shopping centers uma população seleta de consumidores não consitui o equívovo para o qual a autora nos adverte.



10. A referência a Shopping Centers foi realizada no Texto 2 por meio de expressões como:
0-0) “Templo de culto à mercadoria” (parágrafo 1).
1-1) “essa catedral das mercadorias” (parágrafo 3).
2-2) “O imaginário que se impõe” (parágrafo 3).
3-3) “Nesses espaços” (parágrafo 3).
4-4) “esse mundo de sonhos” (parágrafo 4).

Resposta: VVFVV
Justificativa:
De fato, a referência a Shopping Centers é retomada no texto por 0-0), “Templo de culto à mercadoria”; 1-1) “essa catedral das mercadorias”; 3-3) “Nesses espaços”; 4-4) “esse mundo de sonhos”. Logo:
0-0) Verdadeiro.
1-1) Verdadeiro.
2-2) Falso. O segmento “O imaginário que se impõe” não retoma a referência a Shopping Centers.
3-3) Verdadeiro.
4-4) Verdadeiro.



11. A indicação, já no primeiro parágrafo, de que o tema abordado vai tomar uma direção oposta é dada por expressões ou termos como:
0-0) espaços privados.
1-1) como o conhecemos hoje.
2-2) contudo.
3-3) objetivamente planejados.
4-4) ação de comprar.

Resposta: FFVFF
Justificativa:
O único segmento que implica um sentido contrário e que pode, portanto, sinalizar que a argumentação vai tomar um sentido contrário é ‘contudo’. Logo:
0-0) Falso.
1-1) Falso.
2-2) Verdadeiro.
3-3) Falso.
4-4) Falso.



12. Analisando aspectos lingüísticos de palavras e outros segmentos presentes no Texto 2, observamos que:
0-0) o titulo do texto corresponde a uma conlusão, formulada em termos claros e precisos.
1-1) metáforas usadas no texto atestam uma percepção dos Shopping Centers como algo profano e alheio ao mundo religioso.
2-2) os termos ‘bulevares’ e ‘Shopping Center‘’ caracterizam casos de empréstimo lingüístico, fenômeno que decorre do contato entre línguas diferentes.
3-3) a opção por períodos curtos – que prevalece em todo o texto – sugere que se trata de um gênero expositivo e informal.
4-4) a reiteração do pronome ‘eu’ na última linha do texto tem um valor enfático e confere ao enunciado um tom mais contundente.

Resposta: VFVFV
Justificativa:
0-0) Verdadeiro. “Compro, logo existo” implica uma conlusão, formulada com clareza. O conectivo ‘logo’ é, nesse caso, um marcador explícito.
1-1) Falso. Os Shopping Centers são metaforicamente referidos no texto como ‘templos’ e ‘catedrais’.
2-2) Verdadeiro. De fato, os termos ‘bulevares’ e ‘Shopping Center‘’, como tantos outros, são exemplos de ‘empréstimo lingüístico’, um fato previsível quando acontece o contato entre línguas diferentes.
3-3) Falso. Nem predomina no texto a opção por períodos curtos nem se trata de um gênero expositivo e informal.
4-4) Verdadeiro. De fato a repetição do pronome ‘eu’ na última linha do texto é um recurso de ênfase e torna o enunciado mais contundente e categórico.




13. A posição do advérbio no enunciado é significativa. Mudá-la pode alterar o sentido pretendido. Assim, podemos dizer que as mudanças feitas na posição do advérbio alteraram o sentido dos trechos nas seguintes proposições:
0-0) “São espaços privados, objetivamente planejados, para a supremacia da ação de comprar.”; São espaços privados, planejados, para a supremacia da ação de comprar objetivamente.
1-1) “o modelo do Shopping Center, como o conhecemos hoje, nasceu nos Estados Unidos na década de 1950.”; o modelo do Shopping Center, como hoje o conhecemos, nasceu nos Estados Unidos na década de 1950.
2-2) “seres (...) que aceitam fenômenos historicamente construídos”; seres (...) que aceitam historicamente fenômenos construídos.
3-3) “Nesses espaços, podemos ocupar-nos apenas dos nossos desejos”; Apenas nesses espaços, podemos ocupar-nos dos nossos desejos.
4-4) “Nesses espaços, podemos ocupar-nos apenas dos nossos desejos”; Nesses espaços, podemos ocupar-nos dos nossos desejos apenas.

Resposta: VFVVF
Justificativa:
0-0) Verdadeiro. Houve alteração no sentido do enunciado: aqui o advérbio incide sobre o escopo de ‘comprar’ (comprar objetivamente).
1-1) Falso. Não houve alteração de sentido: o advérbio se situa no mesmo âmbito.
2-2) Verdadeiro. Houve alteração: uma coisa são “fenômenos historicamente construídos”, outra, ‘aceitar historicamente algo’.
3-3) Verdadeiro. É clara a alteração: de “ocuparnos apenas dos nossos desejos” para “apenas nesses espaços”.
4-4) Falso. Não há alteração. O escopo do advérbio continua o mesmo.



14. Observe o trecho: “os Shopping Centers vendem a imagem de serem locais com uma melhor “qualidade de vida” por possuírem ruas cobertas, iluminadas, limpas e seguras: praças, fontes, bulevares recriados, cinemas e atrações prontas e relativamente fáceis de serem adquiridas – ao menos para os que podem pagar”. Analise os comentários acerca da função de alguns de seus itens ou fragmentos.
0-0) O uso das aspas em “qualidade de vida” indica que se trata de uma expressão de outro autor.
1-1) Grande parte do trecho é constituída por uma enumeração; daí o uso de tantas vírgulas.
2-2) Em: “os Shopping Centers vendem a imagem”, a palavra sublinhada tem um sentido metafórico.
3-3) O caráter apelativo desse trecho propiciou o uso de verbos no presente do indicativo.
4-4) Em: “ao menos para os que podem pagar”, é feita uma ressalva; a expressão “ao menos” sinaliza isso.

Resposta: FVVFV
Justificativa:
0-0) Falso. Não se trata de uma citação. O uso das aspas em “qualidade de vida” sinaliza para uma duplicidade de sentido que o autor tem em vista.
1-1) Verdadeiro. É clara a série de itens enumerados e, por isso, o uso das vírgulas (separam termos coordenados).
2-2) Verdadeiro. O sentido da palavra ‘vender’, nesse contexto, é claramente figurado, imagético.
3-3) Falso. Esse trecho não tem um caráter apelativo. Tampouco, o presente do indicativo seria a opção a predominar em um texto apelativo.
4-4) Verdadeiro. É claro o sentido de ‘ressalva’ expresso nesse contexto pela expressão “ao menos”.



TEXTO 3

Eu etiqueta
Em minha calça está grudado um nome
Que não é meu de batismo ou de cartório
Um nome ... estranho
Meu blusão traz lembrete de bebida
Que jamais pus na boca, nessa vida,
Em minha camiseta, há marca de cigarro
Que não fumo, até hoje não fumei.
Minhas meias falam de produtos
Que nunca experimentei
Mas são comunicados a meus pés.
Meu tênis é proclama colorido
De alguma coisa não provada
Por este provador de longa idade.
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
Minha gravata e cinto e escova e pente,
Meu copo, minha xícara, minha toalha de banho e
sabonete,
Meu isso, meu aquilo.
Desde a cabeça ao bico dos sapatos,
São mensagens,
Letras falantes,
Gritos visuais,
Ordens de uso, abuso, reincidências.
Costume, hábito, premência, indispensabilidade,
E fazem de mim homem-anúncio itinerante,
Escravo da matéria anunciada.
(...)
Peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem.
Meu nome é coisa.
Eu sou a Coisa, coisamente.
(Carlos Drummond de Andrade)

15. O tema que serve de objeto para a reflexão de Drummond, no poema transcrito acima, relaciona-se com a questão levantada no Texto 2, pois:
0-0) mostra o fascínio exercido pela fantasia e miragem do consumo.
1-1) adverte contra o perigo da alienação que ronda as facilidades do consumo.
2-2) destaca a força que os aparelhos publicitários exercem sobre o indivíduo.
3-3) exalta a funcionalidade dos rótulos em locais de grande movimentação de negócios.
4-4) enaltece a condição do homem livre e senhor de suas decisões.

Resposta:
Justificativa:
0-0) Verdadeiro. O poema, embora de forma uma tanto sutil, critica o endeusamento do consumo.
1-1) Verdadeiro. Também sutilmente, o autor refere “a coisificação” do homem, provocada pela “etiquetagem publicitária”, que corresponde exatamente a esse processo de alienação.
2-2) Verdadeiro. De fato, o autor enfatiza o poder que a “etiqueta” (em sentido bem amplo) tem sobre a identidade dos indivíduos.
3-3) Falso. Em nenhum segmento o poema ressalta a funcionalidade dos rótulos, onde quer que seja.
4-4) Verdadeiro. Está implícita no texto a idéia de que o homem não deve abrir mão de sua condição de ser livre e senhor de suas decisões.



16. O poema de Drummond apresenta particularidades lingüísticas que merecem ser destacadas.
0-0) O fragmento transcrito se confunde com um depoimento ou uma confissão pessoal.
1-1) O uso reiterado da primeira pessoa do singular assume no poema um caráter individualizante.
2-2) Os objetos detalhadamente mencionados reforçam a idéia de que nada escapa aos interesses da publicidade.
3-3) A palavra ‘etiqueta’, que consta no título, já antecipa a idéia central do poema: vestimo-nos, movemo-nos como anunciantes.
4-4) Os dois últimos versos dão um tom categórico à sua conclusão: o homem está convertido em objeto de venda.

Resposta: VVVVV
Justificativa:
0-0) Verdadeiro. O autor fala de sua própria experiência de “ser etiqueta”.
1-1) Verdadeiro. De fato, o uso reiterado da primeira pessoa atesta esse tom de depoimento pessoal do poema.
2-2) Verdadeiro: Cada item mencionado reforça a idéia de que somos convertidos em amostras de “tudo” que pode ser vendido.
3-3) Verdadeiro: Na verdade, a palavra ‘etiqueta’ expressa o sentido maior do poema e a crítica a esse uso do homem como “placa” de anúncio.
4-4) Verdadeiro. As funções morfossintáticas diferentes para o nome ‘coisa’ atestam essa desumanização da condição maior do homem livre e autônomo.


 
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